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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — VUNESP 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
vu098809
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itatiba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico-Veterinário Cirurgião
As hérnias inguinais podem ser congênitas ou traumáticas, e um anel inguinal defeituoso pode possibilitar a passagem de órgãos abdominais, como intestinos, bexiga urinária e útero, para a região subcutânea, gerando complicações. Sobre a correção cirúrgica das hérnias inguinais, pode-se afirmar:
  1. Ana correção cirúrgica de hérnias bilaterais em cadelas, é preferível a realização de duas incisões paralelas a cada flanco.
  2. Bpara a correção de hérnias de grande extensão ou recidivas, pode-se optar pelo uso de malhas cirúrgicas ou a confecção de um retalho muscular com o músculo pectíneo.
  3. Co anel inguinal deve sempre ser suturado com pontos simples separados, utilizando fio sintético absorvível.
  4. Ddeve-se atentar para que lesões não ocorram na artéria e veia pudenda externas.
  5. Ese não for possível a redução do conteúdo herniário, a celiotomia é contraindicada.
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GabaritoD — deve-se atentar para que lesões não ocorram na artéria e veia pudenda externas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Correção cirúrgica das hérnias inguinais

Gabarito: letra D. Na herniorrafia inguinal, a preservação dos vasos pudendos externos (artéria e veia) é fundamental para evitar complicações como sangramento e lesão de estruturas adjacentes — é um cuidado anatômico essencial do procedimento. As demais alternativas apresentam erros técnicos ou conceituais, como a escolha inadequada da via de acesso, o uso incorreto de materiais de sutura e a contraindicação equivocada da celiotomia.

A hérnia inguinal é a protrusão de conteúdo abdominal através do canal inguinal, estrutura que contém, no macho, o funículo espermático e, na fêmea, o ligamento redondo do útero. O canal inguinal é delimitado por paredes e anéis (interno e externo), e sua integridade depende de fatores anatômicos e de pressão intra-abdominal. A correção cirúrgica visa reposicionar o conteúdo herniário e reforçar a parede posterior do canal, prevenindo recidivas.

A técnica cirúrgica clássica envolve: incisão sobre o anel inguinal externo, identificação do saco herniário, redução do conteúdo (quando possível), ligadura alta do saco e reconstrução do anel. Em hérnias bilaterais, a abordagem pode ser feita por incisão única na linha média ou por duas incisões separadas, mas a preferência não é por incisões paralelas aos flancos — essa é uma via inadequada, pois não dá acesso direto ao canal inguinal. Para hérnias grandes ou recidivadas, o uso de telas (malhas) é comum, mas o retalho do músculo pectíneo não é uma opção descrita para essa finalidade — o pectíneo é um músculo da região medial da coxa, sem relação com a parede abdominal. A sutura do anel inguinal não é obrigatoriamente com pontos simples separados de fio absorvível; a escolha do fio e do padrão de sutura depende da técnica e da preferência do cirurgião, podendo ser usado fio inabsorvível ou absorvível, em pontos separados ou contínuos.

A alternativa D destaca um cuidado anatômico crucial: a artéria e a veia pudendas externas emergem do anel inguinal superficial e podem ser lesadas durante a dissecção. Esses vasos são ramos dos vasos femorais e irrigam a região genital externa e a pele adjacente. A lesão pode causar sangramento, hematoma e comprometimento da cicatrização. Portanto, o cirurgião deve identificá-los e preservá-los durante a herniorrafia.

A alternativa E afirma que, se não for possível reduzir o conteúdo herniário, a celiotomia é contraindicada — isso é falso. Quando há encarceramento ou estrangulamento, a redução pode ser impossível por via inguinal, e a celiotomia (abertura da cavidade abdominal) é indicada para avaliar a viabilidade do conteúdo e realizar a redução ou ressecção, se necessário. A celiotomia é uma ferramenta importante no manejo de hérnias complicadas.

A banca explora o conhecimento da anatomia cirúrgica e das técnicas de reparo. A pegadinha está em alternativas que parecem plausíveis, mas contêm erros técnicos ou conceituais. O candidato deve conhecer os princípios da herniorrafia e as estruturas anatômicas envolvidas.

1Cuidados anatômicos
Preservar vasos pudendos externos
Identificar saco herniário
2Técnica
Incisão sobre o anel inguinal
Redução do conteúdo
Ligadura alta do saco
Reconstrução do anel
3Hérnias complicadas
Encarceramento/estrangulamento
Celiotomia indicada
Herniorrafia inguinal
LEVELsoulevel.com.br
Herniorrafia inguinal: Cuidados anatômicos (Preservar vasos pudendos externos, Identificar saco herniário); Técnica (Incisão sobre o anel inguinal, Redução do conteúdo, Ligadura alta do saco, Reconstrução do anel); Hérnias complicadas (Encarceramento/estrangulamento, Celiotomia indicada)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A via de acesso preferencial para hérnias inguinais bilaterais em cadelas é a incisão na linha média ventral ou duas incisões sobre os anéis inguinais, não incisões paralelas aos flancos. As incisões no flanco não dão acesso direto ao canal inguinal, que se localiza na região inguinal, medial à coxa. A alternativa erra ao indicar uma via cirúrgica inadequada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Embora o uso de malhas cirúrgicas seja uma opção válida para hérnias grandes ou recidivadas, a confecção de um retalho com o músculo pectíneo não é uma técnica descrita para correção de hérnias inguinais. O músculo pectíneo está localizado na região medial da coxa e não tem relação com a parede abdominal. A alternativa mistura uma técnica real (uso de tela) com uma opção inexistente (retalho do pectíneo).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A sutura do anel inguinal não é obrigatoriamente com pontos simples separados e fio absorvível. A escolha do fio (absorvível ou inabsorvível) e do padrão de sutura (separados ou contínuos) depende da técnica cirúrgica e da preferência do cirurgião. A alternativa impõe uma regra que não existe na prática cirúrgica.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A artéria e a veia pudendas externas são estruturas que passam pelo canal inguinal e devem ser preservadas durante a herniorrafia. A lesão desses vasos pode causar sangramento, hematoma e complicações. A alternativa destaca corretamente um cuidado anatômico essencial do procedimento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Se não for possível reduzir o conteúdo herniário, a celiotomia é indicada, não contraindicada. Em casos de encarceramento ou estrangulamento, a abordagem abdominal permite avaliar a viabilidade do conteúdo e realizar a redução ou ressecção. A alternativa inverte a conduta correta.

Gabarito: letra D

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