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Questão de Medicina — Neurologia — VUNESP 2025

MedicinaNeurologia
Código
vu098811
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itatiba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico-Veterinário Cirurgião
Um paciente que sofreu trauma cranioencefálico deve receber condutas específicas para estabilizar o quadro, evitando possíveis sequelas ou o óbito. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta condutas corretas a serem utilizadas.
  1. AAplicação de dexametasona na dose de 4 mg/kg intramuscular; bolus de manitol 20% endovenoso.
  2. BIndução de hipotermia controlada; administração de furosemida na dose de 4 mg/kg.
  3. CElevar o paciente em um ângulo de 30 graus; administrar solução hipertônica de cloreto de sódio a 7,5% endovenoso.
  4. DAdministrar solução hipertônica de cloreto de sódio a 7,5% endovenoso; aplicação de dexametasona na dose de 4 mg/kg intramuscular.
  5. EElevar o paciente em um ângulo de 30 graus; administração de furosemida na dose de 4 mg/kg.
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GabaritoC — Elevar o paciente em um ângulo de 30 graus; administrar solução hipertônica de cloreto de sódio a 7,5% endovenoso.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Trauma Cranioencefálico (TCE): condutas de estabilização

Gabarito: letra C. No manejo inicial do TCE grave, as condutas corretas incluem elevar a cabeceira do leito a 30 graus (para melhorar o retorno venoso jugular e reduzir a pressão intracraniana) e administrar solução hipertônica de cloreto de sódio a 7,5% por via endovenosa (agente osmótico eficaz para reduzir o edema cerebral). A alternativa C é a única que combina duas medidas reconhecidas no suporte ao paciente com hipertensão intracraniana pós-traumática.

O trauma cranioencefálico (TCE) é uma agressão ao crânio e ao encéfalo que pode levar a edema cerebral e aumento da pressão intracraniana (PIC), comprometendo a perfusão cerebral e causando sequelas neurológicas ou óbito. O manejo inicial visa, sobretudo, evitar a hipóxia e a hipotensão, manter a perfusão cerebral adequada e reduzir a PIC elevada. Para isso, algumas medidas são amplamente recomendadas: elevação da cabeceira do leito em 30 a 45 graus, sedação e analgesia adequadas, controle da temperatura, e uso de agentes osmóticos como o manitol ou a solução salina hipertônica. A solução hipertônica de cloreto de sódio a 7,5% é uma opção eficaz para reduzir o edema cerebral, pois cria um gradiente osmótico que retira água do tecido cerebral para o intravascular. Já a elevação da cabeceira a 30 graus melhora o retorno venoso jugular, diminuindo o volume sanguíneo intracraniano e, consequentemente, a PIC.

Por outro lado, o uso de corticosteroides (como a dexametasona) no TCE agudo é controverso e não é recomendado rotineiramente, pois estudos não demonstraram benefício e podem aumentar a mortalidade. A furosemida, um diurético de alça, não é a primeira escolha no manejo da PIC elevada no TCE, sendo preferidos os agentes osmóticos. A hipotermia terapêutica, embora estudada, não é uma conduta padrão no manejo inicial do TCE, sendo reservada para situações específicas e com evidências limitadas. Portanto, a alternativa C é a que apresenta condutas mais alinhadas às diretrizes atuais.

A banca explora a confusão entre as medidas de suporte básico e as medidas específicas para redução da PIC. O candidato pode ser induzido a escolher alternativas que contenham fármacos conhecidos, como dexametasona ou furosemida, sem considerar que não são indicados no contexto agudo do TCE. A chave é lembrar que, no TCE, o foco está em medidas que reduzem a PIC e mantêm a perfusão cerebral, como a elevação da cabeceira e o uso de agentes osmóticos.

TCE: manejo da PIC elevada
  • 1Medidas corretas
    • Elevar cabeceira 30–45°
    • Agentes osmóticos
      • Manitol 20%
      • Solução hipertônica 7,5%
    • Sedação e analgesia
    • Controle da temperatura
  • 2Condutas não recomendadas
    • Corticosteroides (dexametasona)
    • Furosemida (diurético de alça)
    • Hipotermia terapêutica (rotina)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A aplicação de dexametasona na dose de 4 mg/kg intramuscular não é uma conduta recomendada no TCE agudo. Os corticosteroides não têm papel estabelecido no manejo da PIC elevada no trauma, e estudos como o CRASH trial mostraram aumento da mortalidade com o uso de metilprednisolona. O manitol 20% endovenoso é um agente osmótico válido, mas a associação com dexametasona torna a alternativa incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A indução de hipotermia controlada não é uma conduta de rotina no manejo inicial do TCE. Embora tenha sido estudada, as evidências não suportam seu uso generalizado, sendo reservada para casos selecionados. A furosemida na dose de 4 mg/kg não é indicada para redução da PIC no TCE; diuréticos de alça não são a primeira escolha, e a dose citada é elevada e sem respaldo nas diretrizes.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Elevar o paciente em um ângulo de 30 graus é uma medida que melhora o retorno venoso jugular, reduzindo o volume sanguíneo intracraniano e a PIC. A administração de solução hipertônica de cloreto de sódio a 7,5% endovenoso é um agente osmótico eficaz para reduzir o edema cerebral, sendo uma alternativa ao manitol. Ambas as condutas são reconhecidas no manejo do TCE grave.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora a solução hipertônica de cloreto de sódio a 7,5% seja uma conduta correta, a aplicação de dexametasona na dose de 4 mg/kg intramuscular não é recomendada no TCE agudo. Os corticosteroides não têm benefício comprovado e podem aumentar a mortalidade, tornando a alternativa incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Elevar o paciente em um ângulo de 30 graus é uma medida correta, mas a administração de furosemida na dose de 4 mg/kg não é indicada para redução da PIC no TCE. A furosemida não é a primeira escolha, e a dose citada é elevada e sem respaldo nas diretrizes.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato oferecendo fármacos conhecidos, como dexametasona e furosemida, que não são indicados no manejo agudo do TCE. O candidato pode ser induzido a escolher alternativas que contenham esses medicamentos, sem considerar que o foco está em medidas que reduzem a PIC, como a elevação da cabeceira e o uso de agentes osmóticos. Lembre-se: no TCE, corticosteroides não são recomendados e diuréticos de alça não são a primeira escolha.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de TCE, foque nas medidas que reduzem a PIC: elevação da cabeceira a 30-45 graus, agentes osmóticos (manitol ou solução hipertônica), sedação e analgesia adequadas, e controle da temperatura. Evite associar corticosteroides e diuréticos de alça como primeira linha. Essa é a chave para acertar questões de conduta no trauma cranioencefálico.

Gabarito: letra C

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