BNCC e o ensino de História: a relação passado-presente
Gabarito: letra E. De acordo com a BNCC, a relação entre passado e presente no ensino de História não é mecânica ou teleológica; ela exige um diálogo que confere sentido aos objetos históricos por meio de referenciais teóricos. O trecho do enunciado afirma que "o passado que deve impulsionar a dinâmica do ensino-aprendizagem é aquele que dialoga com o tempo atual", o que afasta visões simplistas de causalidade ou previsão.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa menciona "teleologia", ou seja, uma visão de que a história caminha para um fim predeterminado. A BNCC rejeita essa perspectiva, propondo uma abordagem crítica e não linear. A teleologia não dialoga com a ideia de um passado que "dialoga" com o presente; ao contrário, impõe um sentido único e fechado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Reduz a relação passado-presente a uma questão de causa e consequência e à busca de "regras históricas". A BNCC não defende que a história seja um conjunto de leis imutáveis; pelo contrário, destaca a complexidade e a multiplicidade de interpretações. O trecho fala em "diálogo", não em causalidade mecânica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a história serve para "prever o futuro", o que não é objetivo do ensino de História segundo a BNCC. Além disso, a ideia de "atender aos interesses dos alunos" é válida, mas a alternativa enfatiza o futuro, enquanto o texto-base focaliza o presente como ponto de partida para interrogar o passado, não para prever.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere que o ponto de partida é a cronologia tradicional (história antiga, medieval, moderna e contemporânea), o que contraria a orientação da BNCC. A BNCC propõe que o ensino parta do presente para problematizar o passado, não que siga uma sequência linear e acumulativa de repertório.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa está em plena consonância com o trecho e com a fundamentação teórica da BNCC. A relação passado-presente "não se processa de forma mecânica", ou seja, não é automática nem causal; ela exige "conhecimento de referências teóricas" para dar sentido aos objetos históricos selecionados. Exatamente o que o texto chama de "passado que dialoga com o tempo atual", demandando um olhar crítico e fundamentado.
Gabarito: letra E.