Interpelação do interlocutor no poema de Mario Quintana
Gabarito: letra D. O eu lírico interpela diretamente seu interlocutor, como se vê pelo uso do pronome "te" e do verbo no imperativo "sorri" — construções típicas da função apelativa/conativa da linguagem. As demais alternativas não se sustentam no texto.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta. O poema não enfatiza os sentimentos do eu lírico; ele dirige um conselho a alguém que se contradisse. Não há descrição de emoções pessoais.
Alternativa B — ❌ Incorreta. Não há mágoa ou ressentimento. O tom é de aceitação filosófica: "Pois nada houve, em realidade" — a contradição é vista como parte do processo de pensamento.
Alternativa C — ❌ Incorreta. O eu lírico não ignora o ponto de vista alheio; pelo contrário, ele reage a uma acusação ("acusam-te") e oferece uma explicação.
Alternativa D — ✅ Correta. O poema inteiro é uma interpelação: o uso do pronome de segunda pessoa "te" e do verbo no imperativo "sorri" prova que o eu lírico se dirige diretamente a um interlocutor. Exemplo: > "Se te contradisseste e acusam-te... sorri."
Alternativa E — ❌ Incorreta. Não há desprezo pela comunicação; o eu lírico se comunica ativamente ao dar um conselho e explicar seu pensamento.
Gabarito: letra D.