Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2025
Português›Interpretação de Textos
Código
vu099260
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itatiba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Ensino Básico II - Língua Portuguesa (Titular)
Com base em Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), a produção de sentido da crônica está relacionada à intertextualidade
Aexplícita, por meio da qual o autor subverte versos do seu poema e do de Quental.
Bimplícita, por meio da qual o autor recorre a fragmentos de poemas conhecidos.
Cexplícita, por meio da qual o autor recupera versos de Quental e dele próprio.
Dimplícita, por meio da qual o autor tece críticas a supostos versos seus e de Quental.
Eexplícita, por meio da qual o autor recupera infelizes versos seus e de Quental.
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GabaritoC — explícita, por meio da qual o autor recupera versos de Quental e dele próprio.
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Intertextualidade Explícita na Crônica de Quintana
Gabarito: letra C. A crônica de Mario Quintana recupera fragmentos de dois poemas de forma explícita: o primeiro de Antero de Quental (com indicação de autoria e obra) e o segundo do próprio Quintana (também com identificação). Segundo Koch e Elias, a intertextualidade é explícita quando há marcas formais no texto, como aspas, citação do autor ou referência direta à fonte — exatamente o que ocorre aqui.
"Convém no entanto citar o que li há tempos, num livro póstumo e hoje inencontrável de Antero de Quental, publicado com o título infeliz de Raios de extinta luz: “Se queres conhecer o homem e o mundo, Não desvias de ti o olhar profundo. Mas foge de te ouvir e de te ver, Se a ti mesmo tu queres conhecer.”"
"lembro agora um quarteto do meu Espelho mágico: “Ah, quem me dera, ante o espetáculo do mundo Sem mais hesitações e sem maior fadiga, Esse instantâneo olhar, incisivo e profundo, Com que julga a mulher as toilettes da amiga!”"
Ambos os trechos estão entre aspas, com indicação do autor e da obra. Portanto, a intertextualidade é explícita e o autor recupera versos (não os subverte, não tece críticas, não os considera infelizes).
Alternativa
Tipo de Intertextualidade
Ação do Autor sobre os Versos
Referência aos Autores
Correto?
A
Explícita
Subverte
Do poema dele e de Quental
❌
B
Implícita
Recorre a fragmentos
De poemas conhecidos
❌
C
Explícita
Recupera
De Quental e dele próprio
✅
D
Implícita
Tece críticas
A supostos versos seus e de Quental
❌
E
Explícita
Recupera infelizes versos
Seus e de Quental
❌
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que há intertextualidade explícita, mas que o autor subverte os versos. Não há no texto qualquer indício de subversão (inversão de sentido, ironia, paródia). Os versos são citados como apoio ao raciocínio, não para serem contestados. Erro: extrapolação (acrescenta informação não autorizada).
Alternativa B — ❌ Incorreta
A intertextualidade é classificada como implícita, o que contradiz o que se vê no texto: citações literais com autoria e aspas. A banca espera que o candidato distinga explícita (marcada) de implícita (não marcada). Aqui é claramente explícita. Erro: contradiz o texto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
De acordo com o texto, o autor recupera versos de Antero de Quental (citando-o nominalmente) e dele próprio (referindo-se a "meu Espelho mágico"). A intertextualidade é explícita porque há marcas formais (aspas, autoria, título). A alternativa é fiel ao que se lê.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Classifica como implícita e acrescenta que o autor tece críticas aos versos. Não há crítica; os versos são usados como reflexão pessoal, sem censura ou juízo negativo. Erro: contradiz o texto (implícita) + extrapola (críticas).
Alternativa E — ❌ Incorreta
A intertextualidade é explícita (acerta), mas o texto diz que o título do livro de Quental é "infeliz", e não os versos. O adjetivo "infeliz" qualifica o título, não o conteúdo poético. Além disso, os versos de Quintana não são qualificados como infelizes. A alternativa distorce a informação. Erro: troca de termo (desloca o adjetivo do título para os versos).
PEGA ESSA DICA!
Em questões de intertextualidade, procure as marcas formais: aspas, nome do autor, referência à obra. Se houver, é explícita; se não, é implícita. Desconfie de adjetivos ou juízos que o texto não atribui diretamente.