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Questão de Português — Problemas da língua culta — VUNESP 2025

PortuguêsProblemas da língua culta
Código
vu099269
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Itatiba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Ensino Básico II - Língua Portuguesa (Titular)
De acordo com Irandé Antunes (Aula de Português: encontro e interação, 2003), o ensino de oralidade deveria abordar
  1. Aos gêneros orais da comunicação pública, que pedem registros mais formais.
  2. Bos gêneros da oralidade informal, peculiar às situações da comunicação privada.
  3. Ca concepção de fala como o lugar privilegiado para a violação das regras gramaticais.
  4. Da fala como equivalente à escrita, por isso reclamando o uso contínuo da norma-padrão.
  5. Eo ensino de gramática normativa, pois todos os gêneros orais exigem o uso da norma-padrão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — os gêneros orais da comunicação pública, que pedem registros mais formais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ensino de oralidade segundo Irandé Antunes

Gabarito: letra A. Irandé Antunes, em Aula de Português: encontro e interação (2003), defende que o ensino de oralidade na escola deve focar os gêneros orais da comunicação pública, que exigem registros mais formais. A autora critica a redução da oralidade ao âmbito informal e cotidiano, argumentando que a escola precisa preparar o aluno para situações comunicativas que demandam domínio da norma culta, como entrevistas, debates, seminários, discursos etc. A resposta está ancorada nessa tese central da obra.

Ensino de oralidade (Irandé Antunes)
  • 1Foco principal
    • Gêneros orais da comunicação pública
    • Registro formal (norma culta)
  • 2Crítica
    • Redução da oralidade ao informal
    • Fala ≠ escrita (especificidades)
  • 3Registro adequado
    • Gêneros formais → norma-padrão
    • Gêneros informais → variação
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa parafraseia fielmente a posição da autora: o ensino deve priorizar os gêneros orais da esfera pública, que pedem registro formal. É o que Antunes chama de "oralidade letrada" ou "fala pública".

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o ensino deveria abordar "gêneros da oralidade informal, peculiar às situações da comunicação privada". Contradiz o texto. Antunes critica justamente a exclusividade do informal; para ela, a escola já trabalha (ou deveria trabalhar) a fala do cotidiano, mas é nos gêneros formais que está o desafio a ser ensinado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sustenta que o ensino deveria conceber a fala como "lugar privilegiado para a violação das regras gramaticais". Extrapola e contradiz. Antunes não defende violação de regras; ao contrário, quer que o aluno domine diferentes registros, inclusive o culto, sem menosprezar a variação. A ideia de "violação privilegiada" é alheia ao pensamento da autora.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que o ensino deveria tratar a fala "como equivalente à escrita, por isso reclamando o uso contínuo da norma-padrão". Erro de conceito. Antunes reconhece as diferenças entre fala e escrita; para ela, a oralidade tem especificidades que não se reduzem à cópia da escrita formal. A equivalência é uma visão superada que ela refuta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que "todos os gêneros orais exigem o uso da norma-padrão". Generalização indevida. A autora defende que cada gênero pede um registro adequado: os formais exigem padrão culto; os informais, não. Impor a norma-padrão a todos os gêneros contraria a perspectiva interacionista de Antunes.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora o senso comum de que "oralidade = informalidade" (alternativa B) e a confusão entre o que a escola deve ensinar (gêneros formais) e o que já é natural (conversas cotidianas). A correta exige conhecer a tese específica da autora.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre teóricos, busque a tese central da obra citada. Antunes critica o informalismo e defende a inclusão de gêneros orais formais no currículo. Desconfie de alternativas que absolutizam ("todos", "sempre") ou que invertem a posição do autor.

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