Análise das afirmações sobre o texto
Gabarito: letra D. A alternativa D é a única inteiramente apoiada no texto. O autor afirma que um "recente estudo" (informação inédita) "joga um balde de água fria" na crença de que viveríamos 110, 120 ou 150 anos, mostrando que "a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou". Ou seja, alcançar 100 anos continua difícil, contrariando a expectativa anterior. É o que D parafraseia corretamente.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto diz que "desde a década de 70, os anos com qualidade de vida... não aumentaram", mas não se refere a "nascidos na década de 70" nem a expectativas de autores. A afirmação extrapola: restringe indevidamente o sujeito (nascidos na década) e acrescenta a ideia de "expectativas", que não está no texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto afirma que, apesar de nunca se ter tido "acesso a tanta informação", a maioria das pessoas não consegue "colocar essas recomendações em prática". Logo, o acesso à informação não tem contribuído para viver mais e melhor; ao contrário, há uma dificuldade em aplicá-la. A alternativa contradiz o texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto mostra que a porcentagem de pessoas que chegam aos 80 e 90 anos aumentou. Nunca diz que "poucos chegam aos 70 anos". Na verdade, o primeiro estudo revela que a expectativa de vida cresceu e que há mais pessoas vivendo até idades avançadas (80, 90), mas não necessariamente até 100. A afirmação C contradiz o texto.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme o 3º parágrafo: "O fato novo é que um recente estudo joga um balde de água fria nos que acreditavam nessa ideia. A pesquisa mostra que, apesar do crescimento drástico da expectativa de vida, a porcentagem de pessoas que tem chegado aos 100 anos não aumentou." D parafraseia essa informação inédita: alcançar 100 anos é difícil, contrariando o que se acreditava.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto não apresenta contradição entre os dois estudos. O primeiro trata do aumento da expectativa de vida e da não ampliação da idade máxima; o segundo, da qualidade de vida nos anos vividos. São abordagens complementares sobre envelhecimento. E cria uma oposição inexistente, contradizendo o texto.