Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025
MedicinaPediatria e Neonatologia
- Código
- vu099812
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- Prefeitura de Jundiaí - SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Pediatra
Uma pediatra avalia um menino de 30 meses de idade, trazido pelos pais devido a preocupações com seu desenvolvimento. Os pais relatam que, por volta dos 18 meses, o menino começou a falar algumas palavras, mas, desde então, não houve progressão significativa na linguagem e ele raramente usa frases de duas palavras. Ele prefere brincar sozinho, enfileirando seus carrinhos por horas, e fica extremamente angustiado com pequenas mudanças na rotina, como a troca de um móvel de lugar. Quando os pais tentam interagir com o menino durante a brincadeira, ele frequentemente os ignora ou reage com irritabilidade. Ele não aponta para objetos de interesse e tem dificuldade em manter contato visual durante as interações. No entanto, ele responde prontamente ao ser chamado pelo nome e demonstra afeto físico pelos pais quando está calmo.Com base nesse caso e nos critérios diagnósticos do transtorno do espectro autista (TEA) conforme o DSM-5, qual das seguintes afirmações é a correta?
- AA presença de resposta ao nome descarta o diagnóstico de TEA, e a prioridade deve ser uma avaliação audiológica completa.
- BOs sintomas descritos são consistentes com TEA, e a pontuação no M-CHAT-R/F provavelmente indicaria alto risco, justificando encaminhamento imediato para avaliação diagnóstica multidisciplinar.
- CA regressão na linguagem e a preferência por brincadeiras solitárias são sugestivas de transtorno da linguagem expressiva, e a intervenção fonoaudiológica isolada é a conduta inicial mais adequada.
- DA dificuldade em lidar com mudanças na rotina e os interesses restritos são indicativos de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) infantil, e o encaminhamento para Psiquiatria Infantil é o próximo passo.
- EEmbora haja alguns sinais de alerta, a demonstração de afeto físico e a resposta ao nome sugerem que os sintomas não são clinicamente significativos, e a conduta deve ser de observação ativa por mais 6 meses.