A nova forma de ver a cebola
Gabarito: letra D. A personagem descobre que um ato banal (cortar cebola) pode se transformar em experiência estética, revelando uma nova maneira de enxergar o cotidiano. O texto afirma: “Olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.” O susto vem da percepção da beleza escondida no trivial, e o autor conclui que ela “ganhou olhos de poeta”.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A fala não se refere a uma “nova espécie de cebola”. O texto diz que ela olhou para a mesma cebola de sempre, mas viu algo que nunca havia notado. Erro: extrapolação – acrescenta informação ausente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A personagem não sente tédio nem confusão; ao contrário, sente “susto” e “espanto” com a descoberta. O texto diz: “Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto.” Erro: contradiz o texto – inverte o sentimento descrito.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não há perda de memória visual. O texto afirma que ela “nunca havia visto uma cebola” no sentido de não ter reparado em sua beleza, e que isso é comum entre poetas – mas não que poetas percam a memória. Erro: contradiz o texto – atribui uma ideia não sustentada.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exata paráfrase do trecho: o gesto banal (cortar cebola) tornou-se surpreendente, e a personagem passou a ver com novos olhos. O texto comprova: “Agora, tudo o que vejo me causa espanto” e “Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver.” Correta por recorrência explícita.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Não há “crise de identidade” nem visão de “banalidade da vida”. O estranhamento é positivo, de descoberta estética. Erro: extrapolação – acrescenta emoções e julgamentos que o texto não contém.
Conclusão: A única alternativa inteiramente apoiada no texto é a D, que capta o sentido de redescoberta do banal pela percepção poética.