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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu100293
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Paulínia - SP
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Agente Administrativo
Em “Percebi que nunca havia visto uma cebola” (1o parágrafo), a personagem se refere
  1. Aà descoberta de uma nova espécie de cebola, que só pôde ser notada quando ela parou para prestar atenção verdadeiramente.
  2. Bà repetição de um ato rotineiro, que a fez se sentir entediada e confusa, pois gostaria de poder observar coisas novas.
  3. Cà sensação de perder parte de sua memória visual, o que ocorre comumente com os poetas, que pensam ver sempre coisas novas.
  4. Da um gesto banal em seu cotidiano, que se revelou surpreendente e despertou nela uma nova forma de ver mesmo as coisas simples.
  5. Eao ato de cozinhar que lhe causou uma crise de identidade e uma sensação de estranhamento, por fazê-la ver a banalidade de sua vida.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — a um gesto banal em seu cotidiano, que se revelou surpreendente e despertou nela uma nova forma de ver mesmo as coisas simples.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A nova forma de ver a cebola

Gabarito: letra D. A personagem descobre que um ato banal (cortar cebola) pode se transformar em experiência estética, revelando uma nova maneira de enxergar o cotidiano. O texto afirma: “Olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.” O susto vem da percepção da beleza escondida no trivial, e o autor conclui que ela “ganhou olhos de poeta”.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A fala não se refere a uma “nova espécie de cebola”. O texto diz que ela olhou para a mesma cebola de sempre, mas viu algo que nunca havia notado. Erro: extrapolação – acrescenta informação ausente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A personagem não sente tédio nem confusão; ao contrário, sente “susto” e “espanto” com a descoberta. O texto diz: “Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto.” Erro: contradiz o texto – inverte o sentimento descrito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Não há perda de memória visual. O texto afirma que ela “nunca havia visto uma cebola” no sentido de não ter reparado em sua beleza, e que isso é comum entre poetas – mas não que poetas percam a memória. Erro: contradiz o texto – atribui uma ideia não sustentada.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exata paráfrase do trecho: o gesto banal (cortar cebola) tornou-se surpreendente, e a personagem passou a ver com novos olhos. O texto comprova: “Agora, tudo o que vejo me causa espanto” e “Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver.” Correta por recorrência explícita.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não há “crise de identidade” nem visão de “banalidade da vida”. O estranhamento é positivo, de descoberta estética. Erro: extrapolação – acrescenta emoções e julgamentos que o texto não contém.

Conclusão: A única alternativa inteiramente apoiada no texto é a D, que capta o sentido de redescoberta do banal pela percepção poética.

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