Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Geriatria — VUNESP 2025

MedicinaGeriatria
Código
vu101674
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Sertãozinho - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Geriatra
Em relação à epidemiologia do envelhecimento no Brasil, assinale a alternativa correta.
  1. AEm relação ao número de pessoas com 60 anos ou mais, em 2012, era de 11,1% da população total; em 2023, 12%.
  2. BA expectativa de vida no Brasil era de 69,8 anos em 2000; devido à pandemia da Covid-19, ela caiu para 68 anos em 2021.
  3. CEm 2000, a taxa de fecundidade foi de 2,1 filhos por mulher; em 2022 esse número permaneceu estável.
  4. DEm 2018, a relação entre a população em idade ativa e a população idosa era de cerca de 7:1; em 2050, ela deve cair para 6:1.
  5. EA faixa etária que mais cresce no Brasil é a de pessoas com 80 anos ou mais. Em 2022, ela somava cerca de 5,3 milhões de pessoas; em 2050, há estimativas de alcançar 10 milhões de pessoas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — A faixa etária que mais cresce no Brasil é a de pessoas com 80 anos ou mais. Em 2022, ela somava cerca de 5,3 milhões de pessoas; em 2050, há estimativas de alcançar 10 milhões de pessoas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Epidemiologia do envelhecimento no Brasil

Gabarito: letra E. A faixa etária que mais cresce no Brasil é a de pessoas com 80 anos ou mais, e os dados apresentados (5,3 milhões em 2022 e estimativa de 10 milhões em 2050) estão alinhados com as projeções demográficas do IBGE. As demais alternativas contêm erros factuais ou conceituais sobre os indicadores demográficos brasileiros.

A epidemiologia do envelhecimento estuda a distribuição e os determinantes do processo de envelhecimento populacional, um fenômeno global que se intensifica no Brasil. O envelhecimento populacional é resultado da transição demográfica, caracterizada pela queda das taxas de fecundidade e mortalidade, especialmente a infantil, o que aumenta a proporção de idosos na população. No Brasil, esse processo tem sido acelerado: enquanto em 1950 a expectativa de vida era de cerca de 43 anos, em 2022 ultrapassou os 75 anos. A pandemia de Covid-19, no entanto, causou uma redução temporária na expectativa de vida, que caiu de 76,6 anos em 2019 para 72,8 anos em 2021, recuperando-se parcialmente em 2022 para 75,5 anos.

A taxa de fecundidade é outro indicador crucial. No Brasil, ela caiu drasticamente: de 6,3 filhos por mulher em 1960 para 2,1 em 2000, e continuou diminuindo, atingindo 1,6 em 2022, abaixo do nível de reposição populacional (2,1). Essa queda acentuada é um dos principais motores do envelhecimento populacional, pois reduz a base da pirâmide etária.

A razão de dependência entre a população em idade ativa (15-64 anos) e a população idosa (65+ anos) é um indicador que mede o peso dos idosos sobre os trabalhadores. Em 2018, essa relação era de aproximadamente 7:1 (sete pessoas em idade ativa para cada idoso). Projeções do IBGE indicam que essa relação cairá drasticamente para cerca de 2:1 em 2050, refletindo o rápido envelhecimento populacional. A alternativa D, que prevê uma queda para 6:1, subestima enormemente a velocidade desse processo.

O crescimento da população muito idosa (80 anos ou mais) é o mais acelerado entre todas as faixas etárias no Brasil. Em 2022, havia cerca de 5,3 milhões de pessoas com 80 anos ou mais, e as projeções indicam que esse número pode chegar a 10 milhões em 2050. Esse fenômeno é conhecido como "envelhecimento do envelhecimento" e tem implicações profundas para os sistemas de saúde e previdência social.

A banca explora a confusão entre dados reais e projeções, além de apresentar números defasados ou incorretos sobre indicadores demográficos. A alternativa correta é a única que apresenta dados consistentes com as tendências demográficas brasileiras, enquanto as demais contêm erros factuais ou subestimativas.

  1. 1960Fecundidade 6,3 filhos
  2. 2000Fecundidade 2,1 filhos
  3. 2019Expectativa 76,6 anos
  4. 2021Pandemia: 72,8 anos
  5. 2022Fecundidade 1,6 filhos
  6. 2050Razão 2:1; 10 mi com 80+
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está nos percentuais apresentados. Em 2012, a população com 60 anos ou mais representava cerca de 12,6% da população total, e em 2023, aproximadamente 15,6%. Os valores de 11,1% e 12% estão defasados e não correspondem aos dados reais do IBGE. A alternativa subestima o crescimento da população idosa brasileira.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A expectativa de vida ao nascer no Brasil em 2000 era de aproximadamente 69,8 anos, o que está correto. No entanto, a queda devido à pandemia de Covid-19 foi mais acentuada: a expectativa de vida caiu de 76,6 anos em 2019 para 72,8 anos em 2021, uma redução de 3,8 anos, e não para 68 anos como afirma a alternativa. O valor de 68 anos é incorreto e não corresponde aos dados oficiais.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A taxa de fecundidade no Brasil em 2000 era de aproximadamente 2,1 filhos por mulher, o que está correto. No entanto, em 2022, esse número não permaneceu estável; caiu para cerca de 1,6 filhos por mulher, abaixo do nível de reposição populacional. A alternativa ignora a queda contínua da fecundidade no país.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A relação entre a população em idade ativa e a população idosa em 2018 era de aproximadamente 7:1, o que está correto. No entanto, a projeção para 2050 é de uma queda muito mais acentuada, para cerca de 2:1, e não 6:1 como afirma a alternativa. A subestimativa da queda reflete uma compreensão inadequada da velocidade do envelhecimento populacional brasileiro.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A faixa etária de 80 anos ou mais é a que mais cresce no Brasil, um fenômeno conhecido como "envelhecimento do envelhecimento". Em 2022, havia cerca de 5,3 milhões de pessoas nessa faixa etária, e as projeções do IBGE indicam que esse número pode alcançar 10 milhões em 2050. A alternativa apresenta dados consistentes com as tendências demográficas brasileiras e é a única correta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura dados reais com projeções e apresenta números defasados ou incorretos sobre indicadores demográficos. O candidato pode ser induzido a aceitar valores que parecem plausíveis, mas que não correspondem aos dados oficiais do IBGE. A chave é conhecer as tendências gerais: queda da fecundidade, aumento da expectativa de vida (com queda temporária na pandemia) e crescimento acelerado da população muito idosa.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de epidemiologia do envelhecimento, memorize as tendências gerais: fecundidade em queda (abaixo de 2,1), expectativa de vida em torno de 75 anos (com queda na pandemia), e crescimento acelerado da população com 80 anos ou mais. Esses são os pontos mais cobrados pelas bancas.

Gabarito: letra E

Link permanente: /questoes/vu101674