Em relação à epidemiologia do envelhecimento no Brasil, assinale a alternativa correta.
AEm relação ao número de pessoas com 60 anos ou mais, em 2012, era de 11,1% da população total; em 2023, 12%.
BA expectativa de vida no Brasil era de 69,8 anos em 2000; devido à pandemia da Covid-19, ela caiu para 68 anos em 2021.
CEm 2000, a taxa de fecundidade foi de 2,1 filhos por mulher; em 2022 esse número permaneceu estável.
DEm 2018, a relação entre a população em idade ativa e a população idosa era de cerca de 7:1; em 2050, ela deve cair para 6:1.
EA faixa etária que mais cresce no Brasil é a de pessoas com 80 anos ou mais. Em 2022, ela somava cerca de 5,3 milhões de pessoas; em 2050, há estimativas de alcançar 10 milhões de pessoas.
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GabaritoE — A faixa etária que mais cresce no Brasil é a de pessoas com 80 anos ou mais. Em 2022, ela somava cerca de 5,3 milhões de pessoas; em 2050, há estimativas de alcançar 10 milhões de pessoas.
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Epidemiologia do envelhecimento no Brasil
Gabarito: letra E. A faixa etária que mais cresce no Brasil é a de pessoas com 80 anos ou mais, e os dados apresentados (5,3 milhões em 2022 e estimativa de 10 milhões em 2050) estão alinhados com as projeções demográficas do IBGE. As demais alternativas contêm erros factuais ou conceituais sobre os indicadores demográficos brasileiros.
A epidemiologia do envelhecimento estuda a distribuição e os determinantes do processo de envelhecimento populacional, um fenômeno global que se intensifica no Brasil. O envelhecimento populacional é resultado da transição demográfica, caracterizada pela queda das taxas de fecundidade e mortalidade, especialmente a infantil, o que aumenta a proporção de idosos na população. No Brasil, esse processo tem sido acelerado: enquanto em 1950 a expectativa de vida era de cerca de 43 anos, em 2022 ultrapassou os 75 anos. A pandemia de Covid-19, no entanto, causou uma redução temporária na expectativa de vida, que caiu de 76,6 anos em 2019 para 72,8 anos em 2021, recuperando-se parcialmente em 2022 para 75,5 anos.
A taxa de fecundidade é outro indicador crucial. No Brasil, ela caiu drasticamente: de 6,3 filhos por mulher em 1960 para 2,1 em 2000, e continuou diminuindo, atingindo 1,6 em 2022, abaixo do nível de reposição populacional (2,1). Essa queda acentuada é um dos principais motores do envelhecimento populacional, pois reduz a base da pirâmide etária.
A razão de dependência entre a população em idade ativa (15-64 anos) e a população idosa (65+ anos) é um indicador que mede o peso dos idosos sobre os trabalhadores. Em 2018, essa relação era de aproximadamente 7:1 (sete pessoas em idade ativa para cada idoso). Projeções do IBGE indicam que essa relação cairá drasticamente para cerca de 2:1 em 2050, refletindo o rápido envelhecimento populacional. A alternativa D, que prevê uma queda para 6:1, subestima enormemente a velocidade desse processo.
O crescimento da população muito idosa (80 anos ou mais) é o mais acelerado entre todas as faixas etárias no Brasil. Em 2022, havia cerca de 5,3 milhões de pessoas com 80 anos ou mais, e as projeções indicam que esse número pode chegar a 10 milhões em 2050. Esse fenômeno é conhecido como "envelhecimento do envelhecimento" e tem implicações profundas para os sistemas de saúde e previdência social.
A banca explora a confusão entre dados reais e projeções, além de apresentar números defasados ou incorretos sobre indicadores demográficos. A alternativa correta é a única que apresenta dados consistentes com as tendências demográficas brasileiras, enquanto as demais contêm erros factuais ou subestimativas.
1960Fecundidade 6,3 filhos
2000Fecundidade 2,1 filhos
2019Expectativa 76,6 anos
2021Pandemia: 72,8 anos
2022Fecundidade 1,6 filhos
2050Razão 2:1; 10 mi com 80+
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está nos percentuais apresentados. Em 2012, a população com 60 anos ou mais representava cerca de 12,6% da população total, e em 2023, aproximadamente 15,6%. Os valores de 11,1% e 12% estão defasados e não correspondem aos dados reais do IBGE. A alternativa subestima o crescimento da população idosa brasileira.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A expectativa de vida ao nascer no Brasil em 2000 era de aproximadamente 69,8 anos, o que está correto. No entanto, a queda devido à pandemia de Covid-19 foi mais acentuada: a expectativa de vida caiu de 76,6 anos em 2019 para 72,8 anos em 2021, uma redução de 3,8 anos, e não para 68 anos como afirma a alternativa. O valor de 68 anos é incorreto e não corresponde aos dados oficiais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A taxa de fecundidade no Brasil em 2000 era de aproximadamente 2,1 filhos por mulher, o que está correto. No entanto, em 2022, esse número não permaneceu estável; caiu para cerca de 1,6 filhos por mulher, abaixo do nível de reposição populacional. A alternativa ignora a queda contínua da fecundidade no país.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A relação entre a população em idade ativa e a população idosa em 2018 era de aproximadamente 7:1, o que está correto. No entanto, a projeção para 2050 é de uma queda muito mais acentuada, para cerca de 2:1, e não 6:1 como afirma a alternativa. A subestimativa da queda reflete uma compreensão inadequada da velocidade do envelhecimento populacional brasileiro.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A faixa etária de 80 anos ou mais é a que mais cresce no Brasil, um fenômeno conhecido como "envelhecimento do envelhecimento". Em 2022, havia cerca de 5,3 milhões de pessoas nessa faixa etária, e as projeções do IBGE indicam que esse número pode alcançar 10 milhões em 2050. A alternativa apresenta dados consistentes com as tendências demográficas brasileiras e é a única correta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura dados reais com projeções e apresenta números defasados ou incorretos sobre indicadores demográficos. O candidato pode ser induzido a aceitar valores que parecem plausíveis, mas que não correspondem aos dados oficiais do IBGE. A chave é conhecer as tendências gerais: queda da fecundidade, aumento da expectativa de vida (com queda temporária na pandemia) e crescimento acelerado da população muito idosa.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de epidemiologia do envelhecimento, memorize as tendências gerais: fecundidade em queda (abaixo de 2,1), expectativa de vida em torno de 75 anos (com queda na pandemia), e crescimento acelerado da população com 80 anos ou mais. Esses são os pontos mais cobrados pelas bancas.