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Questão de Medicina — Geriatria — VUNESP 2025

MedicinaGeriatria
Código
vu101692
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Sertãozinho - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Geriatra
Considere os valores do T-score e do Z-score encontrados na densitometria óssea de uma paciente de 87 anos, sexo feminino:Coluna lombar: L1-L4: T-score = –5,3; Z-score = –3,0Fêmur: Colo: T-score = –3,2; Z-score = –2,5; Total: T-score = –3,7; Z-score = –2,6De acordo com esses resultados, assinale a alternativa correta quanto ao diagnóstico que deve obrigatoriamente ser considerado.
  1. AOs valores do T-score não são compatíveis com osteoporose primaria.
  2. BO achado de deficiência de vitamina D com valores de Z-score inferiores a –2,5 é comum.
  3. CNa osteoporose senil, os valores do T-score e do Z-score devem ser inferiores a –2,5 somente no colo do fêmur.
  4. DNa osteoporose pós-menopausa, o Z-score costuma ter valores inferiores ao do T-score.
  5. EOs valores do Z-score sugerem osteoporose secundária.
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GabaritoE — Os valores do Z-score sugerem osteoporose secundária.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Osteoporose: interpretação de T-score e Z-score na densitometria óssea

Gabarito: letra E. Os valores de Z-score ≤ –2,0 (aqui, –3,0 na coluna e –2,5/–2,6 no fêmur) em uma paciente de 87 anos indicam que a perda óssea é maior do que o esperado para a idade, o que obrigatoriamente levanta a suspeita de osteoporose secundária. O Z-score compara a DMO da paciente com a média esperada para pessoas da mesma idade e sexo; quando está muito abaixo, sugere que há uma causa secundária acelerando a perda óssea, além do envelhecimento fisiológico.

A densitometria óssea (DXA) é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de osteoporose. Ela fornece dois escores principais: o T-score, que compara a densidade mineral óssea (DMO) da paciente com a de um adulto jovem no pico de massa óssea, e o Z-score, que compara com a média esperada para pessoas da mesma idade e sexo. Para mulheres na pós-menopausa e homens acima de 50 anos, o diagnóstico é feito pelo T-score: valores ≤ –2,5 indicam osteoporose. Já o Z-score é utilizado em mulheres na pré-menopausa, homens com menos de 50 anos e, crucialmente, em idosos, para avaliar se a perda óssea é compatível com a idade ou se é excessiva, sugerindo uma causa secundária.

A paciente em questão tem 87 anos, portanto está na faixa em que o T-score é o parâmetro diagnóstico. Seus valores são extremamente baixos: –5,3 na coluna lombar, –3,2 no colo do fêmur e –3,7 no fêmur total. Todos são ≤ –2,5, confirmando osteoporose grave. No entanto, o que chama a atenção e define a alternativa correta é o Z-score. Valores de Z-score ≤ –2,0 são considerados "abaixo do esperado para a idade" e são um sinal de alerta para osteoporose secundária. Nesta paciente, o Z-score é –3,0 na coluna e –2,5/–2,6 no fêmur, todos ≤ –2,0. Isso significa que a perda óssea é muito maior do que o esperado para uma mulher de 87 anos, o que obriga o médico a investigar causas secundárias, como hiperparatireoidismo, deficiência de vitamina D, uso de corticoides, mieloma múltiplo, entre outras.

A distinção entre osteoporose primária e secundária é fundamental na prática clínica. A osteoporose primária inclui a pós-menopausa (tipo I) e a senil (tipo II), relacionadas ao envelhecimento e à deficiência estrogênica. A osteoporose secundária é causada por doenças ou medicamentos que afetam o metabolismo ósseo. O Z-score é a ferramenta que ajuda a diferenciar: se o Z-score é > –2,0, a perda óssea é compatível com a idade (provável primária); se é ≤ –2,0, a perda é excessiva para a idade, sugerindo fortemente uma causa secundária. Nesta questão, o Z-score muito baixo é o achado que "obrigatoriamente" deve levantar a suspeita de osteoporose secundária, conforme a alternativa E.

A pegadinha desta questão está em confundir o papel do T-score e do Z-score. O T-score é usado para o diagnóstico de osteoporose em mulheres na pós-menopausa e homens > 50 anos. O Z-score é usado para avaliar se a perda óssea é apropriada para a idade ou se há uma causa secundária. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode focar apenas no T-score (que confirma osteoporose) e esquecer que o Z-score muito baixo é o que aponta para a etiologia secundária. Guarde esta regra: T-score diagnostica; Z-score sugere etiologia.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os valores do T-score não são compatíveis com osteoporose primária. Isso é falso. Os valores de T-score ≤ –2,5 (aqui, –5,3, –3,2 e –3,7) são compatíveis com osteoporose, inclusive a primária (pós-menopausa ou senil). A osteoporose primária é a causa mais comum em mulheres idosas, e os valores de T-score apresentados são compatíveis com ela. O erro está em negar essa compatibilidade. O que chama a atenção para secundária é o Z-score, não a incompatibilidade do T-score.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que "o achado de deficiência de vitamina D com valores de Z-score inferiores a –2,5 é comum". A deficiência de vitamina D é, de fato, uma causa comum de osteoporose secundária, e o Z-score baixo é um marcador de alerta. No entanto, a afirmação é imprecisa e não é o diagnóstico que "deve obrigatoriamente ser considerado" com base nos dados fornecidos. O Z-score ≤ –2,0 é o critério de alerta para secundária, não especificamente –2,5. Além disso, a deficiência de vitamina D é uma das causas, mas não a única, e a questão pede o diagnóstico que deve ser considerado, que é a osteoporose secundária como um todo, não especificamente a deficiência de vitamina D.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que "na osteoporose senil, os valores do T-score e do Z-score devem ser inferiores a –2,5 somente no colo do fêmur". Isso é um erro conceitual grave. Na osteoporose senil (primária tipo II), o T-score é o parâmetro diagnóstico e deve ser ≤ –2,5 em qualquer um dos sítios avaliados (coluna, colo do fêmur, fêmur total ou rádio), não "somente no colo do fêmur". Além disso, o Z-score não é usado para diagnosticar osteoporose senil; ele é usado para avaliar se a perda óssea é compatível com a idade. A afirmação mistura os conceitos e impõe uma restrição de localização que não existe.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que "na osteoporose pós-menopausa, o Z-score costuma ter valores inferiores ao do T-score". Isso é falso. Na osteoporose pós-menopausa (primária), o Z-score tende a ser maior (menos negativo) que o T-score, porque compara a paciente com mulheres da mesma idade, que também já perderam massa óssea. O T-score compara com o adulto jovem, então é mais negativo. Um Z-score muito baixo (≤ –2,0) sugere que a perda é maior que o esperado para a idade, apontando para causa secundária. A relação correta é: na osteoporose primária, Z-score > T-score (menos negativo); na secundária, Z-score pode ser muito baixo, aproximando-se ou sendo inferior ao T-score.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que "os valores do Z-score sugerem osteoporose secundária". Esta é a interpretação correta. O Z-score compara a DMO da paciente com a média esperada para sua faixa etária e sexo. Valores de Z-score ≤ –2,0 são considerados "abaixo do esperado para a idade" e são um forte indicativo de que há uma causa secundária de osteoporose. Nesta paciente, os Z-scores são –3,0 (coluna), –2,5 (colo do fêmur) e –2,6 (fêmur total), todos ≤ –2,0. Isso obriga o médico a investigar causas secundárias, como hiperparatireoidismo, deficiência de vitamina D, uso de glicocorticoides, doenças gastrointestinais, entre outras. Portanto, a alternativa E está correta.

Gabarito: letra E

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