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Questão de História — Período Entre-Guerras: Totalitarismos — VUNESP 2025

HistóriaPeríodo Entre-Guerras: Totalitarismos
Código
vu102080
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Sertãozinho - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História
As afinidades entre as ideologias dominantes nas extremidades oriental e ocidental do Eixo são deveras fortes.[...].Contudo, o fascismo europeu não podia ser reduzido a um feudalismo oriental com uma missão imperial nacional.Em suma, apesar das semelhanças com o nacional-socialismo alemão (as afinidades com a Itália eram menores), o Japão não era fascista.(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: O breve século XX: 1914 – 1991)Entre as diferenças identificadas pelo autor, que fundamentam o exposto no excerto, está o fato de que, no Japão,
  1. Aforam mantidas as estruturas feudais de organização econômica, que impediam o desenvolvimento do capitalismo industrializado.
  2. Bnão ocorria a propagação de convicções e ideologias que pregavam superioridade e pureza racial, para legitimar ações militares.
  3. Cprevalecia um regime monárquico com liberdades civis para a organização de partidos políticos, muitos dos quais ligados a movimentos de esquerda.
  4. Dnão houve uma mobilização de massas, por meio da emergência de líderes autodesignados, com fins anunciados como revolucionários.
  5. Enão existia um poder político suficientemente centralizado, como já era na Alemanha, em razão do poder local e regionalizado dos xogunatos.
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GabaritoD — não houve uma mobilização de massas, por meio da emergência de líderes autodesignados, com fins anunciados como revolucionários.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O Japão não era fascista: a diferença apontada por Hobsbawm

Gabarito: letra D. No excerto, Eric Hobsbawm afirma que, apesar das afinidades ideológicas entre as extremidades do Eixo, o Japão não era fascista. A diferença central apontada pelo autor é a ausência de mobilização de massas por meio de líderes autodesignados com fins revolucionários. Enquanto o fascismo europeu (sobretudo o nazismo e o fascismo italiano) caracterizou-se por movimentos de massa, culto ao líder e uma retórica de ruptura revolucionária, o Japão manteve um regime imperial tradicional, com o imperador como figura simbólica e o poder concentrado nas mãos de uma elite burocrática e militar, sem a emergência de um partido de massas com aspirações revolucionárias.

Japão não era fascista (Hobsbawm)
  • 1Características do fascismo europeu
    • Mobilização de massas
    • Líder autodesignado
    • Retórica revolucionária
  • 2Realidade japonesa
    • Ausência de mobilização de massas
    • Regime imperial tradicional
    • Poder na elite burocrática e militar
  • 3Semelhanças (não decisivas)
    • Superioridade racial (raça Yamato)
    • Imperialismo militar
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A afirmação de que o Japão manteve estruturas feudais que impediram o capitalismo industrializado é falsa. O Japão passou por uma rápida industrialização a partir da Era Meiji (1868-1912), tornando-se uma potência capitalista e imperialista. Hobsbawm não defende essa visão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O Japão de fato propagou ideologias de superioridade racial (a "raça Yamato" e a missão civilizatória na Ásia) para legitimar suas ações militares. Essa característica, embora presente, não é o ponto distintivo que Hobsbawm usa para negar o caráter fascista do Japão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O regime japonês era uma monarquia autoritária, sem liberdades civis reais. Os partidos políticos foram progressivamente suprimidos ou controlados, e movimentos de esquerda foram duramente reprimidos.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Hobsbawm destaca que o Japão não experimentou a mobilização de massas típica do fascismo europeu, com líderes carismáticos que se autoproclamavam revolucionários. No Japão, o poder estava nas mãos do imperador e de uma elite, sem um movimento de base que pregasse uma transformação radical da sociedade. Essa é a diferença fundamental.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O Japão possuía um poder político altamente centralizado, especialmente após a Restauração Meiji (1868), que aboliu os xogunatos e unificou o país sob o imperador. Não existia poder regional ou local significativo que pudesse competir com o governo central.

PEGA ESSA DICA!

O conceito de "fascismo" é frequentemente aplicado de forma ampla a regimes autoritários aliados do Eixo. A banca explora justamente a definição restritiva de Hobsbawm: para ele, o fascismo exige mobilização de massas e um líder revolucionário — características ausentes no Japão. Memorize essa distinção.

Gabarito: letra D.

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