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Questão de História — Período Colonial: produção de riqueza e escravismo — VUNESP 2025

HistóriaPeríodo Colonial: produção de riqueza e escravismo
Código
vu102085
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Sertãozinho - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História
Ao longo do século XIX, as elites brasileiras e os escravistas de um modo geral tiveram de enfrentar a resistência dos cativos em cada lugar em que a escravidão floresceu. Essa resistência sugere que o projeto vencedor de um país escravocrata não foi desfrutado sem a contestação dos principais perdedores.As rebeliões representaram a mais direta e inequívoca forma de resistência escrava coletiva.(João José Reis. Nos achamos em campo a tratar da liberdade:a resistência negra do Brasil oitocentista. Em: Carlos Guilherme Mota (org.).Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias)Segundo o historiador, as rebeliões
  1. Aprovocaram o recrudescimento da ordem escravista ao impor progressivamente a retirada de direitos dos escravizados.
  2. Beram formas de resistências múltiplas e constantes às explorações econômicas e às sujeições físicas e políticas dos escravizados.
  3. Crevelaram a forte unidade na luta contra o escravismo que existia entre os alforriados, os escravos ladinos e os africanos.
  4. Dforam frequentes nas regiões de agroexportação e preocuparam pouco as autoridades imperiais e os senhores de escravizados.
  5. Egeraram um grande isolamento social dos escravizados em relação aos outros setores da população brasileira.
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GabaritoB — eram formas de resistências múltiplas e constantes às explorações econômicas e às sujeições físicas e políticas dos escravizados.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resistência escrava no Brasil oitocentista: a visão de João José Reis

Gabarito: letra B. O historiador João José Reis afirma que as rebeliões representaram "a mais direta e inequívoca forma de resistência escrava coletiva", destacando que a resistência dos cativos foi constante e múltipla, respondendo à exploração econômica e às sujeições físicas e políticas impostas pela escravidão. A alternativa B capta exatamente essa ideia.

A questão exige a interpretação do fragmento do historiador, que sublinha o caráter ativo e frequente da contestação escrava, em oposição à visão passiva ou excepcional dos cativos. O texto contextualiza que as elites e escravistas tiveram de enfrentar a resistência "em cada lugar em que a escravidão floresceu", indicando que o fenômeno era generalizado e não episódico.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que as rebeliões "provocaram o recrudescimento da ordem escravista ao impor progressivamente a retirada de direitos dos escravizados". O texto não sustenta essa relação de causa e efeito; ao contrário, as rebeliões são apresentadas como uma contestação direta, mas o autor não as vincula a uma perda de direitos. A escravidão já era estruturalmente violenta e opressora.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Diz que as rebeliões "eram formas de resistências múltiplas e constantes às explorações econômicas e às sujeições físicas e políticas dos escravizados". Isso está em perfeita consonância com o texto, que afirma que "a resistência dos cativos" se deu "em cada lugar em que a escravidão floresceu" e que as rebeliões são a forma "mais direta e inequívoca" de resistência coletiva. A palavra "múltiplas" reflete a diversidade de formas de luta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alega que as rebeliões "revelaram a forte unidade na luta contra o escravismo que existia entre os alforriados, os escravos ladinos e os africanos". O fragmento não menciona essa unidade específica; ele fala em resistência coletiva, mas não detalha a composição social dos rebeldes. A afirmativa vai além do que o texto afirma.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sustenta que as rebeliões "foram frequentes nas regiões de agroexportação e preocuparam pouco as autoridades imperiais e os senhores de escravizados". O texto diz o oposto: "as elites brasileiras e os escravistas de um modo geral tiveram de enfrentar a resistência dos cativos", indicando que a contestação era um problema real e preocupante. Além disso, não restringe a frequência às áreas agroexportadoras.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que as rebeliões "geraram um grande isolamento social dos escravizados em relação aos outros setores da população brasileira". O texto não aborda as consequências sociais das rebeliões, muito menos um isolamento. A resistência é analisada como enfrentamento, não como causa de segregação.


A chave para a questão é reconhecer que o historiador valoriza a agência dos escravizados e a sistematicidade de sua resistência. A alternativa B sintetiza essa perspectiva ao mencionar resistências "múltiplas e constantes" contra as opressões materiais e políticas.

Gabarito: letra B

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