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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — VUNESP 2025

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
vu102169
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Sertãozinho - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - Português
Tendo como referência o Currículo Paulista (2019), conclui-se corretamente que o texto de Carolina Maria de Jesus propicia o desenvolvimento de atividades que priorizem a análise linguística e semiótica para que os estudantes reconheçam
  1. Aos erros linguísticos como formas legítimas de expressão e entendam que a língua muda com o tempo, devendo-se evitar a norma-padrão na escola.
  2. Bas formas próprias do texto escrito e entendam como o uso de uma variedade não padrão limita a expressão linguística e literária.
  3. Cas possibilidades de expressão da língua e entendam que as formas de menos prestígio social devem ser evitadas dentro do espaço escolar.
  4. Dos usos não padrão da língua falada e entendam que a língua escrita formal deve ser empregada como parâmetro da expressão oral.
  5. Eas variedades linguísticas e entendam como o preconceito linguístico pode estar associado às práticas de linguagem dentro e fora da escola.
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GabaritoE — as variedades linguísticas e entendam como o preconceito linguístico pode estar associado às práticas de linguagem dentro e fora da escola.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise Linguística e Variedades no Texto de Carolina de Jesus

Gabarito: letra E. O texto de Carolina de Jesus, escrito em variedade não padrão do português brasileiro, propicia reflexão sobre variação linguística e preconceito linguístico, conforme prevê o Currículo Paulista. A autora utiliza expressões como "chinguei", "mal iducados", "aborrece-me", que fogem da norma culta, mas que demonstram riqueza expressiva e autenticidade. O texto também aborda a tolerância com crianças e a falta de solidariedade na favela, temas que podem ser explorados em atividades de análise linguística e semiótica.

NÃO CAIA NESSA!

As alternativas A, B, C e D tentam impor uma visão prescritiva da língua, sugerindo que formas não padrão devem ser evitadas ou que limitam a expressão. A banca quer que o candidato reconheça que o texto valoriza a variedade linguística e combate o preconceito, não que a norma-padrão seja superior.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Diz que o texto permite reconhecer "os erros linguísticos como formas legítimas de expressão" e que se deve "evitar a norma-padrão na escola". O texto não afirma que a norma-padrão deve ser evitada; ele simplesmente usa uma variedade não padrão. A alternativa extrapola ao propor a exclusão da norma-padrão, o que contradiz o Currículo Paulista, que valoriza a pluralidade, mas não a exclusão. Erro: contradiz o texto e acrescenta opinião.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o texto mostra "como o uso de uma variedade não padrão limita a expressão linguística e literária". O texto de Carolina é considerado uma obra literária de grande valor, e a variedade usada não limita a expressão; ao contrário, enriquece-a. O texto não sugere limitação. Erro: contradiz o texto e interpreta erroneamente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que "as formas de menos prestígio social devem ser evitadas dentro do espaço escolar". O texto não faz essa recomendação; pelo contrário, ao publicar seu diário, Carolina mostra que sua variedade é válida e pode ser objeto de estudo. A alternativa impõe um juízo de valor que não está no texto. Erro: acrescenta opinião não autorizada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sugere que o texto ensina que "a língua escrita formal deve ser empregada como parâmetro da expressão oral". O texto não estabelece essa hierarquia; ele é um exemplo de escrita que se aproxima da oralidade, mas não defende que a fala deve seguir a escrita formal. Erro: contradiz o texto e impõe relação não presente.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O texto permite que os estudantes reconheçam "as variedades linguísticas e entendam como o preconceito linguístico pode estar associado às práticas de linguagem dentro e fora da escola". Passagens como "Eu nunca chinguei filhos de ninguém" e "Os meus filhos são mal iducados" evidenciam uma variedade não padrão. A reflexão sobre a falta de solidariedade na favela e a postura tolerante da autora abrem espaço para discutir o preconceito linguístico, já que sua escrita é frequentemente estigmatizada. Essa é a única alternativa que se alinha com os objetivos do Currículo Paulista para o eixo de análise linguística/semiótica.

Gabarito: letra E.

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