Leia o texto para responder à questão:Essas frentes pioneiras, que hoje configuram uma verdadeira mancha quase que contígua, movimentam-se por zonas do país em que ainda não é possível dizer que as condições urbanas e econômicas estejam consolidadas. A presença do Estado é, de certo modo, distante e há um caráter extensivo intrínseco no processo de apropriação das terras, levando a inúmeros conflitos – a situação fundiária dessas áreas é um verdadeiro caos, da qual se origina a expressão “terra de ninguém”.(HUERTAS, Daniel. Da Fachada Atlântica à Imensidão Amazônica: fronteira agrícola e integração territorial)No contexto da região amazônica, a descrição de frente pioneira refere-se
Aàs reservas indígenas, pois não estão sujeitas ao controle de organismos governamentais e são administradas pelas próprias comunidades indígenas.
Bà fronteira com a Venezuela e Colômbia, pela presença de grupos paramilitares, guerrilheiros e organizações criminosas vinculadas ao narcotráfico.
Càs margens dos principais eixos rodoviários da Amazônia, que integram a região ao Centro-Oeste, como a rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163).
Dà foz do rio Amazonas, pela atuação de grupos que praticam a pirataria, aproveitando a indefinição administrativa entre governo estadual e federal.
Eà Zona Franca de Manaus que, apesar de se situar em área urbana, tem a gestão sob a responsabilidade de uma autoridade federal.
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GabaritoC — às margens dos principais eixos rodoviários da Amazônia, que integram a região ao Centro-Oeste, como a rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163).
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Frentes pioneiras na Amazônia
Gabarito: letra C. A descrição do texto — zonas de urbanização não consolidada, presença estatal distante, apropriação extensiva de terras e caos fundiário — corresponde ao conceito de frente pioneira agrícola que avança sobre a Amazônia ao longo dos principais eixos rodoviários de integração com o Centro-Oeste, como a rodovia Cuiabá‑Santarém (BR‑163).
O texto de Huertas retrata justamente as áreas de expansão da fronteira agrícola na Amazônia Legal, onde a ocupação se dá de forma extensiva e desordenada, gerando conflitos pela posse da terra. Essas frentes são historicamente puxadas por rodovias abertas a partir da década de 1960 (Belém‑Brasília, Transamazônica, BR‑163, BR‑364, etc.), que permitiram o fluxo de migrantes e a exploração agropecuária e madeireira.
Alternativa A — ❌ Incorreta
As reservas indígenas são áreas delimitadas e protegidas por legislação específica, com gestão das próprias comunidades e da FUNAI. Não se encaixam no conceito de “frente pioneira”, que pressupõe apropriação privada e conflito fundiário, e não autonomia indígena.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A fronteira com Venezuela e Colômbia envolve questões de segurança (narcotráfico, garimpo ilegal), mas o texto enfatiza a apropriação de terras e os conflitos fundiários, não a dinâmica de crime organizado transnacional. A frente pioneira descrita é de expansão agrícola, não de ocupação por grupos armados estrangeiros.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Os eixos rodoviários, notadamente a BR‑163, são os vetores de penetração da fronteira agrícola na Amazônia. É ao longo deles que se verifica a “mancha quase contígua” de ocupação, com cidades em formação, grilagem de terras e conflitos. A presença estatal é rarefeita e a situação fundiária é caótica – exatamente o que o texto descreve.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A foz do rio Amazonas tem problemas de pirataria e indefinição administrativa, mas não é o palco principal da expansão agrícola. O texto menciona “frentes pioneiras” que se movem por zonas do país, o que remete ao interior, não ao litoral norte.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A Zona Franca de Manaus é um polo industrial e comercial, com forte regulação federal e infraestrutura urbana consolidada. Não se caracteriza como “terra de ninguém” nem como área de conflito fundiário; ao contrário, é um enclave de desenvolvimento planejado.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, quando o texto falar em “frente pioneira” na Amazônia, associe imediatamente a rodovias de integração (BR‑163, BR‑364, Transamazônica) e ao processo de expansão da fronteira agrícola. As demais opções costumam misturar conceitos de fronteira internacional, unidades de conservação ou polos econômicos. Lembre-se: o caos fundiário e a ausência do Estado são as marcas dessas áreas.