Questão de História — História Geral — VUNESP 2025
História›História Geral
Código
vu102621
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Sorocaba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História
A gênese da egiptomania é de difícil resgate. De um lado, porque seu surgimento é muito antigo, iniciando no contexto umbilical da história da humanidade. De outro, pela liberdade, multiplicidade, originalidade, beleza e variedades de técnicas empregadas.A egiptomania, segundo Jean Marcel Humbert, é bem mais que uma simples mania. Consiste no empréstimo dos mais espetaculares elementos, da gramática de ornamentos que se constituía na essência original da arte do antigo Egito. Esses elementos decorativos são então trazidos novamente à vida através desses usos.(Margaret Marchiori Bakos, Visões Modernas do Mundo Antigo: a Egiptomania. Em: Pedro Paulo A. Funari; Glaydson José da Silva; Adilton Luís (orgs.), História Antiga: contribuições brasileiras, 2009)Segundo o artigo em análise, a egiptomania
Adesvaloriza os conhecimentos da Antiguidade Clássica porque idealiza a formação das civilizações construídas às margens do mar Mediterrâneo, apontando-as como exemplos de harmonia social.
Bconstitui-se em uma visão moderna do mundo antigo e pode tornar as aulas de história interessantes, porque elas se constituem a partir do contexto do aluno, conduzindo-o do presente ao passado.
Cpermite que o espaço escolar, ao abordar as várias dimensões do Egito Antigo, reconheça que esta civilização é central para o desenvolvimento da filosofia e ciência na Grécia Antiga.
Dfornece os elementos centrais para que possa analisar o Egito Antigo como um império desenvolvido a partir dos interesses estratégicos de espaços imperiais mais importantes, como Atenas.
Etrabalha a civilização egípcia da Antiguidade a partir de elementos exóticos, com as construções suntuosas e as técnicas de mumificação, oferecendo aos estudantes, porém, uma leitura irreal dessa civilização.
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GabaritoB — constitui-se em uma visão moderna do mundo antigo e pode tornar as aulas de história interessantes, porque elas se constituem a partir do contexto do aluno, conduzindo-o do presente ao passado.
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Egiptomania: visão moderna do mundo antigo
Gabarito: letra B. O texto define a egiptomania como o empréstimo de elementos decorativos do Egito Antigo trazidos novamente à vida em contextos modernos. A alternativa B capta exatamente essa ideia: uma visão moderna que pode tornar as aulas de história mais interessantes ao partir do presente para o passado.
A questão cobra a compreensão do conceito de egiptomania conforme descrito no artigo. O trecho-chave é: "Consiste no empréstimo dos mais espetaculares elementos, da gramática de ornamentos que se constituía na essência original da arte do antigo Egito. Esses elementos decorativos são então trazidos novamente à vida através desses usos."
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a egiptomania desvaloriza a Antiguidade Clássica, mas o texto não menciona a Grécia ou Roma, nem qualquer juízo de valor sobre outras civilizações. A egiptomania focaliza exclusivamente o Egito Antigo.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Corresponde à essência do texto: a egiptomania é uma reapropriação moderna de elementos egípcios, e essa abordagem pode ser usada no ensino para conectar o aluno ao passado a partir de seu contexto. A frase "conduzindo-o do presente ao passado" reflete a revitalização dos elementos antigos no mundo contemporâneo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sugere que a egiptomania permite reconhecer o Egito como central para a filosofia e ciência gregas. O texto não estabelece essa relação; limita-se a descrever o fenômeno estético e decorativo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Atribui à egiptomania a capacidade de analisar o Egito como império subordinado a interesses atenienses. Além de não constar no texto, essa visão é anacrônica e não condiz com o conceito de egiptomania como empréstimo de ornamentos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Define a egiptomania como "leitura irreal" da civilização egípcia. O texto, ao contrário, afirma que os elementos são "trazidos novamente à vida", ou seja, há uma recriação que não é necessariamente falsa, mas sim uma reapropriação criativa.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa E pode parecer correta para quem associa egiptomania a exotismo ou distorção histórica. No entanto, o texto a descreve como um resgate legítimo de elementos artísticos, não como uma visão irreal. Atente-se à definição dada: "empréstimo de elementos" e "trazidos novamente à vida", sem conotação negativa.