Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025
História›História do Brasil
Código
vu102628
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Sorocaba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História
A historiografia do Império foi durante muito tempo matriz do estudo das instituições políticas e do discurso fundador da nacionalidade. Dentro dessa característica ideológica, só se podia endossar a consolidação da hegemonia política das elites que projetaram a nação. Esse projeto homogeneizante consistia numa missão de controle social, disciplinador e civilizador das imensas desigualdades sociais herdadas da sociedade escravista.(Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)Para Dias, essa perspectiva historiográfica gerou
Aa produção de compêndios voltados à análise das ações sociopolíticas das chamadas classes subalternas, como os homens livres não-proprietários.
Ba valorização das mulheres como objeto de análise histórica, destacando aquelas que participaram de eventos cruciais, como a Conjuração Mineira.
Ca prática cultural de destacar pequenas personagens históricas, o chamado homem comum, reconstituindo parte de suas práticas cotidianas.
Da impossibilidade de documentar a pluralidade, os regionalismos e as conjunturas que envolviam modos de sobrevivência de grupos sociais oprimidos.
Eo acúmulo de um debate da produção histórica sobre a escravidão, especialmente sobre a temática da família escravizada e as diferenças de gênero.
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GabaritoD — a impossibilidade de documentar a pluralidade, os regionalismos e as conjunturas que envolviam modos de sobrevivência de grupos sociais oprimidos.
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Historiografia do Império Brasileiro e crítica de Maria Odila Dias
Gabarito: letra D. Segundo Dias, a historiografia tradicional do Império, por seu caráter homogeneizante e comprometido com a hegemonia das elites, tornou impossível documentar a pluralidade social, os regionalismos e as conjunturas dos grupos oprimidos. O texto afirma que esse projeto "homogeneizante consistia numa missão de controle social, disciplinador e civilizador das imensas desigualdades sociais herdadas da sociedade escravista", gerando a impossibilidade de abordar a diversidade.
A autora critica a historiografia que endossou a consolidação da hegemonia política das elites, deixando de lado as classes subalternas. As alternativas erradas invertem essa crítica, atribuindo à historiografia um papel que ela não cumpriu.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a historiografia produziu compêndios sobre classes subalternas, quando o texto mostra que ela era homogeneizante e não as incluía.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A valorização das mulheres como objeto não é mencionada nem decorre da perspectiva criticada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Destacar "pequenas personagens históricas" é oposto ao projeto homogeneizante criticado.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente o que o texto aponta: a impossibilidade de documentar a pluralidade e os grupos oprimidos devido ao viés elitista e civilizador.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora a escravidão seja mencionada, o texto não diz que a historiografia acumulou debate sobre família escravizada; pelo contrário, ela ignorava as realidades sociais.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de análise historiográfica, atente-se ao objeto da crítica: o autor aponta limitações de uma corrente. Alternativas que atribuem feitos positivos a essa corrente podem ser distratores.