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Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu102629
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Sorocaba - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História
Há estereótipos incansavelmente repetidos em Simão de Vasconcelos, Brandão, Souza, Gandavo e jesuítas como é o caso da célebre constatação de que a língua dos indígenas do litoral da América portuguesa não possuía as letras F, L e R, provando, portanto, não terem Fé, nem Lei, nem Rei. Essa imagem retórica, à primeira vista engenhosa, é na verdade um sofisma.(Laima Mesgravis, A sociedade brasileira e historiografia colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998, p. 39. Adaptado)Para a autora, a imagem retórica descrita é um sofisma porque
  1. Aas nações indígenas que ocupavam o interior do Brasil conheciam o Estado.
  2. Bas línguas indígenas poderiam conter estas expressões com outras letras ou sons.
  3. Cas leis existentes entre os indígenas eram desconhecidas pelos portugueses.
  4. Da produção de excedentes caraterizava algumas aldeias do litoral americano.
  5. Eos autores sobre o cotidiano dos povos indígenas tiveram pouco contato com estes.
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GabaritoB — as línguas indígenas poderiam conter estas expressões com outras letras ou sons.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estereótipo colonial e sofisma linguístico

Gabarito: letra B. A autora considera a afirmação sobre a ausência das letras F, L, R nas línguas indígenas um sofisma porque o raciocínio é falacioso: a inexistência de determinados fonemas no alfabeto ocidental não implica a ausência dos conceitos correspondentes, pois as línguas podem expressar as mesmas ideias por meio de outras combinações sonoras ou letras. (B) capta exatamente esse ponto: as línguas indígenas poderiam conter tais expressões com outros fonemas.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Menciona nações indígenas do interior do Brasil, mas o texto foca exclusivamente nos grupos do litoral. A crítica de Mesgravis não se relaciona com a existência do Estado no interior, e sim com o argumento linguístico falacioso.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Corresponde à essência do sofisma apontado pela autora: a mera falta de certas letras no alfabeto europeu não prova a ausência das ideias de fé, lei e rei, já que as línguas indígenas podem expressá-las por outros sons ou grafemas. A imagem engenhosa é, portanto, enganosa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que as leis indígenas eram desconhecidas pelos portugueses. O texto não sustenta essa ideia; o sofisma não está no desconhecimento, mas na tentativa de deduzir a inexistência de conceitos a partir da língua.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Trata da produção de excedentes em algumas aldeias, assunto completamente alheio ao argumento linguístico analisado pela autora.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sugere que os autores coloniais tiveram pouco contato com os indígenas. Embora possa ser verdade, não é o que fundamenta a acusação de sofisma; o erro está na estrutura do argumento, não na experiência dos cronistas.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de interpretação historiográfica, localize a tese central do autor e relacione-a diretamente com o trecho fornecido. Aqui, a palavra-chave é "sofisma" – o argumento parece lógico, mas é enganoso. A alternativa correta desmonta exatamente a falácia da "ausência de letras = ausência de conceitos".

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