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Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu102958
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Tremembé - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor da Educação Básica II - História
Não se retrocederá aqui, portanto, à discussão de “um” Descobrimento, apenas. A História do Brasil propriamente, na minha perspectiva, somente se afirmaria no período da independência, quando se esboça uma historiografia “brasileira”, delineando-se então, com maior nitidez, os embates em busca de um projeto para a futura nação. No período em que se processou a colonização portuguesa, diversas ideias de Brasil são procuradas ou revisitadas pelos autores destes estudos. Mas não trabalhamos, vale grifar, com a equivocada “História do Brasil Colonial”, que aliás não existe.(Carlos Guilherme Mota, Introdução. Em: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias, 2000. Adaptado)A assertiva de Carlos Guilherme Mota demonstra
  1. Aa preocupação em desvendar que os principais problemas nacionais contemporâneos derivam das escolhas dos brasileiros.
  2. Ba finalidade de comprovar que os destinos nacionais foram traçados ao longo do processo de colonização.
  3. Ca intenção de evitar a persistente visão linear e supostamente evolutiva da chamada história do Brasil.
  4. Do objetivo de compreender que a formação brasileira sofre com paradoxos, como o das relações de docilidade entre escravizados e senhores.
  5. Eo cuidado de apontar para as qualidades da presença portuguesa na América, que garantiu a unidade territorial do Brasil.
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GabaritoC — a intenção de evitar a persistente visão linear e supostamente evolutiva da chamada história do Brasil.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A crítica à periodização linear da história do Brasil

Gabarito: letra C. Carlos Guilherme Mota rejeita a ideia de uma "História do Brasil Colonial" como um bloco único e evolutivo, afirmando que a história brasileira propriamente dita só se afirma com a independência, quando emerge uma historiografia com projetos de nação. Isso demonstra a intenção de evitar uma visão linear e supostamente evolutiva, que tradicionalmente organiza o passado nacional em fases sucessivas e teleológicas.

O texto de Mota é uma crítica à periodização clássica que divide a história do Brasil em Colônia, Império e República, apontando que essa estrutura é uma construção intelectual do século XIX, centrada no Estado, e não reflete a complexidade dos processos históricos. O autor enfatiza que no período colonial "diversas ideias de Brasil são procuradas ou revisitadas", mas não se pode falar em uma única "História do Brasil Colonial", pois isso pressuporia uma continuidade e uma linearidade que ele nega.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a preocupação é desvendar problemas contemporâneos derivados das escolhas dos brasileiros. O texto, porém, não aborda problemas atuais nem escolhas nacionais; seu foco é historiográfico, sobre como se constrói a narrativa da história do Brasil.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere que a finalidade seria comprovar que os destinos nacionais foram traçados durante a colonização. Mota faz exatamente o contrário: recusa a ideia de que o período colonial tenha determinado linearmente o futuro da nação, criticando a própria expressão "História do Brasil Colonial".

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A assertiva de Mota demonstra a intenção de evitar "a persistente visão linear e supostamente evolutiva da chamada história do Brasil". Ele afirma que "não trabalhamos com a equivocada 'História do Brasil Colonial', que aliás não existe" e que a história brasileira "somente se afirmaria no período da independência". Isso rompe com a cronologia tradicional que vê a colônia como uma etapa preparatória para a nação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Menciona paradoxos como a docilidade nas relações entre escravizados e senhores, tema ausente no texto. A discussão não é sobre paradoxos sociais, mas sobre a construção historiográfica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Aponta as qualidades da presença portuguesa e a unidade territorial. Mota não faz elogios à colonização; ao contrário, questiona a visão tradicional que muitas vezes exalta o papel português. A unidade territorial não é mencionada.

PEGA ESSA DICA!

Questões sobre historiografia brasileira frequentemente cobram a crítica à periodização linear. Lembre-se: autores como Carlos Guilherme Mota e outros da chamada "revisão historiográfica" recusam a ideia de que a colônia foi um mero prelúdio da nação. Na prova, desconfie de alternativas que reforcem uma visão teleológica ou que atribuam à colonização um papel determinante e positivo.

Gabarito: letra C.

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