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Questão de Medicina — Oftalmologia — VUNESP 2025

MedicinaOftalmologia
Código
vu105806
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - Educação Especial (Deficiência Visual) - QM 2023
Felipe é um menino com baixa visão que apresenta acuidade visual reduzida, comprometimento na percepção das cores, alterações na sensibilidade ao contraste e dificuldades para leitura e reconhecimento de pessoas.Considerando Domingues et al. (2010), essas limitações se devem ao fato de a perda ser
  1. Ano campo visual periférico.
  2. Bno campo visual central.
  3. Cem função de catarata congênita.
  4. Ddevido à baixa acuidade visual.
  5. Ecausada por cegueira congênita.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — no campo visual central.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Baixa visão: comprometimento do campo visual central

Gabarito: letra B. As limitações descritas — acuidade visual reduzida, comprometimento da percepção das cores, alterações na sensibilidade ao contraste e dificuldade para leitura e reconhecimento de pessoas — são características típicas de lesão ou disfunção do campo visual central, que corresponde à mácula e à via visual que dela depende. A perda do campo visual periférico, por sua vez, costuma preservar a acuidade visual e a visão de cores, comprometendo principalmente a mobilidade e a visão noturna.

A baixa visão é uma condição de comprometimento visual significativo, mas que não chega à cegueira total. Ela se manifesta de formas diferentes conforme a região do campo visual afetada. O campo visual central é responsável pela visão de detalhes finos, pela leitura, pelo reconhecimento de faces e pela percepção das cores — exatamente as funções que Felipe apresenta comprometidas. Quando a lesão atinge a mácula (região central da retina) ou o nervo óptico, o paciente perde a visão central, mantendo relativa preservação da visão periférica. Isso explica por que Felipe tem dificuldade para ler e reconhecer pessoas, mas não necessariamente para se locomover.

A percepção das cores depende de células especializadas da retina — os cones — que estão concentrados na mácula, especialmente na fóvea. A sensibilidade ao contraste também é uma função predominantemente central. Por isso, o conjunto de sintomas apresentado aponta diretamente para o comprometimento do campo visual central. Já a perda do campo visual periférico, como ocorre no glaucoma crônico, poupa inicialmente a visão central e a percepção de cores, manifestando-se como restrição do campo visual — o paciente não enxerga o que está ao lado, mas mantém a leitura e o reconhecimento de faces até fases avançadas.

A banca explora exatamente essa distinção: o candidato que confunde os sintomas de perda central com os de perda periférica erra a questão. É fundamental lembrar que a visão central é a responsável pelas tarefas de alta resolução espacial — leitura, reconhecimento facial, percepção de cores e contraste — enquanto a visão periférica é responsável pela detecção de movimento e pela orientação espacial. As alternativas que mencionam catarata congênita, baixa acuidade visual ou cegueira congênita são distratores que não explicam o conjunto específico de sintomas apresentado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o campo visual central pelo periférico. O candidato que associa "baixa visão" a "perda de campo visual" de forma genérica pode marcar a alternativa A, mas os sintomas descritos — comprometimento das cores, do contraste, da leitura e do reconhecimento de pessoas — são todos de função central. A perda periférica pouparia essas funções, pelo menos inicialmente.

Campo visual
  • 1Central (mácula/fóvea)
    • Visão de detalhes
    • Leitura
    • Reconhecimento de faces
    • Percepção de cores (cones)
    • Sensibilidade ao contraste
    • Perda → baixa visão com sintomas centrais
  • 2Periférico
    • Detecção de movimento
    • Orientação espacial
    • Visão noturna
    • Perda → poupa leitura e cores (ex.: glaucoma)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A perda no campo visual periférico comprometeria a visão lateral e a detecção de movimento, mas preservaria a acuidade visual central, a percepção de cores e a leitura — funções que Felipe apresenta comprometidas. O glaucoma crônico é o exemplo clássico de perda periférica: o paciente mantém a visão central até fases avançadas.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O comprometimento do campo visual central explica todos os sintomas: a acuidade visual reduzida, a dificuldade de percepção das cores, a alteração da sensibilidade ao contraste e a dificuldade para leitura e reconhecimento de pessoas. Essas funções dependem da mácula e da via visual central, que é a região responsável pela visão de detalhes e pela visão de cores.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A catarata congênita é uma causa de baixa visão, mas não é a explicação para o conjunto de sintomas descrito. A catarata causa turvação da visão de forma difusa, não seletivamente central, e o enunciado não menciona qualquer opacidade do cristalino. Além disso, a questão pede a localização funcional da perda, não a etiologia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A baixa acuidade visual é um dos sintomas, não a causa da limitação. A alternativa é circular: afirma que as limitações se devem à baixa acuidade visual, mas a baixa acuidade visual é uma das limitações apresentadas. A questão pede a explicação fisiopatológica, que é o comprometimento do campo visual central.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A cegueira congênita é uma condição de perda visual total ou quase total desde o nascimento, o que não se aplica ao caso de Felipe, que tem baixa visão — ou seja, apresenta visão residual funcional. Além disso, a cegueira congênita não explica o padrão específico de comprometimento das funções centrais descrito no enunciado.

Gabarito: letra B

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