Professor de Educação Básica II - Educação Especial (Deficiência Visual) - QM 2023
De acordo com Domingues et.al (2010), a baixa visão pode acarretar perda de campo visual e comprometer a visão central ou a periférica.O campo visual corresponde
Aà área total da visão.
Bao modo de utilizar os resíduos visuais.
Cao espaço entre a retina e o cristalino.
Dàs áreas de visão lateral.
Eà área da córnea.
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GabaritoA — à área total da visão.
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Campo visual: definição e importância na oftalmologia
Gabarito: letra A. O campo visual corresponde à área total da visão, ou seja, todo o espaço que o olho consegue enxergar com o olhar fixo em um ponto, abrangendo tanto a visão central quanto a periférica. Essa definição é a base para entender como a baixa visão pode comprometer diferentes regiões do campo visual, como mencionado no enunciado.
O campo visual é um conceito fundamental na oftalmologia, pois representa a extensão espacial que o olho é capaz de perceber. Quando fixamos o olhar em um objeto, enxergamos não apenas esse objeto (visão central), mas também tudo ao redor dele (visão periférica). Essa totalidade — central + periférica — é o que chamamos de campo visual. A avaliação do campo visual é feita por meio de exames como a perimetria ou campimetria, que mapeiam a sensibilidade retiniana em diferentes pontos do espaço. Esses exames são essenciais para diagnosticar e acompanhar doenças como o glaucoma, que tipicamente causa perda progressiva do campo visual periférico antes de atingir a visão central.
A importância do campo visual vai além da simples definição: ele é um dos principais indicadores da saúde ocular e neurológica. Alterações no campo visual podem indicar desde problemas oculares (como glaucoma e doenças da retina) até condições neurológicas (como tumores ou acidentes vasculares que afetam as vias ópticas). Por exemplo, a hemianopsia — perda de metade do campo visual — pode ser causada por lesões no cérebro, enquanto o glaucoma crônico costuma causar uma restrição progressiva do campo visual periférico, poupando a visão central até as fases mais avançadas.
Na prática clínica, o campo visual é medido com instrumentos chamados perímetros, que projetam estímulos luminosos em diferentes posições e intensidades. O paciente indica quando percebe cada estímulo, e o resultado é um mapa da sensibilidade visual. Um teste mais simples, chamado prova de confrontação, compara o campo visual do paciente com o do examinador, servindo como um rastreio rápido de grandes perdas campimétricas.
A pegadinha desta questão está em confundir o campo visual com estruturas anatômicas do olho ou com funções específicas da visão. O campo visual não é uma estrutura física, mas sim uma função — a área total do espaço que o olho consegue enxergar. É importante distinguir o campo visual da acuidade visual: enquanto a acuidade mede a nitidez da visão central (como na escala de Snellen), o campo visual mede a extensão do espaço percebido. Essa distinção é crucial para entender as diferentes formas de comprometimento visual.
Guarde essa definição: campo visual = área total da visão, englobando central e periférica. É exatamente esse conceito que separa a alternativa correta das demais.
Campo visual: Definição (Área total da visão, Visão central + periférica); Exames (Perimetria/campimetria, Prova de confrontação); Alterações (Glaucoma (periférica), Hemianopsia (metade do campo)); Distinções (Acuidade visual (nitidez central), Estruturas anatômicas (córnea, vítreo))
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa define corretamente o campo visual como a área total da visão. Essa é a definição clássica: o campo visual é todo o espaço que o olho percebe quando fixa o olhar em um ponto, incluindo tanto a visão central (responsável pela leitura e reconhecimento de detalhes) quanto a visão periférica (responsável pela percepção de movimento e orientação espacial). O enunciado já contextualiza que a baixa visão pode comprometer a visão central ou a periférica, e a alternativa A captura exatamente essa totalidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa confunde o campo visual com a capacidade de utilizar os resíduos visuais, que é um conceito relacionado à reabilitação visual de pessoas com baixa visão. O modo de utilizar os resíduos visuais refere-se a estratégias e técnicas para aproveitar ao máximo a visão remanescente, não à definição do campo visual em si. Essa é uma confusão comum entre o conceito anatômico-funcional (campo visual) e a abordagem de reabilitação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa descreve uma estrutura anatômica do olho — o espaço entre a retina e o cristalino, que corresponde à cavidade vítrea, preenchida pelo humor vítreo. O campo visual não é uma estrutura física, mas sim uma função visual. Essa alternativa tenta confundir o aluno ao misturar anatomia ocular com o conceito funcional de campo visual.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa limita o campo visual apenas às áreas de visão lateral, ou seja, à visão periférica. Embora a visão periférica seja um componente importante do campo visual, ela não é a totalidade. O campo visual inclui tanto a visão central quanto a periférica, como corretamente definido na alternativa A. Essa alternativa apresenta uma definição incompleta, focando apenas em uma parte do conceito.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa refere-se à córnea, que é a estrutura transparente localizada na parte frontal do olho, responsável pela refração da luz. A córnea não tem relação direta com a definição de campo visual, que é uma função da retina e das vias ópticas. Essa alternativa tenta confundir o aluno ao mencionar uma estrutura ocular que não está envolvida na percepção do campo visual.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o conceito funcional de campo visual e as estruturas anatômicas do olho (córnea, espaço entre retina e cristalino) ou funções específicas (visão lateral, uso de resíduos visuais). O candidato que não domina a definição exata pode ser induzido a escolher uma alternativa que menciona uma estrutura ocular, quando na verdade o campo visual é a área total da visão. Com treino, você identifica rapidamente que a questão cobra a definição conceitual, não anatomia.