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Questão de Geografia — História da Geografia — VUNESP 2025

GeografiaHistória da Geografia
Código
vu106936
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - Geografia
Consiste em um instrumento da dominação burguesa e num aparato do Estado capitalista. Seus fundamentos, enquanto um saber de classe, estão indissoluvelmente ligados ao desenvolvimento do capitalismo monopolista. Assim, são interesses claros os que ela defende: a maximização dos lucros, a ampliação da acumulação de capital, enfim, a manutenção da exploração do trabalho. Nesse sentido, mascara as contradições sociais, legitima a ação do capital sobre o espaço terrestre.(Antonio Carlos Robert Moraes. Geografia: pequena história crítica,1985. Adaptado)O texto faz menção ao conceito de uma geografia
  1. Acrítica.
  2. Bcontemporânea.
  3. Cpragmática.
  4. Dregional.
  5. Efísica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — pragmática.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Geografia pragmática: o saber a serviço do capital

Gabarito: letra C. O texto descreve uma geografia que atua como "instrumento da dominação burguesa" e "aparato do Estado capitalista", defendendo interesses como a maximização dos lucros e a manutenção da exploração do trabalho — características da geografia pragmática (também chamada de neopositivista ou teorética), corrente que, a partir da década de 1950, buscou aplicar métodos quantitativos e modelos matemáticos ao espaço, servindo diretamente ao planejamento estatal e empresarial. A fonte é a obra de Antonio Carlos Robert Moraes, que critica essa vertente por mascarar as contradições sociais.

A geografia pragmática surge no pós-Segunda Guerra Mundial, em um contexto de consolidação do capitalismo monopolista e de expansão do planejamento estatal. Seus adeptos defendiam uma "revolução teorético-quantitativa" na disciplina, importando métodos estatísticos e modelos matemáticos das ciências naturais para tornar a Geografia uma ciência "neutra" e "objetiva". Na prática, porém, essa pretensa neutralidade servia aos interesses do capital: os estudos de localização industrial, de fluxos de transporte e de organização do território eram encomendados por empresas e governos para otimizar a exploração de recursos e a acumulação de capital. É exatamente essa crítica que Moraes formula: a geografia pragmática, ao se apresentar como técnica apolítica, legitima a ação do capital sobre o espaço e oculta as desigualdades sociais.

A banca explora a distinção entre as principais correntes do pensamento geográfico. Enquanto a geografia crítica (alternativa A) — influenciada pelo marxismo, com autores como Milton Santos e o próprio Moraes — denuncia o caráter de classe da ciência e busca uma transformação social, a geografia pragmática é justamente o alvo dessa crítica: ela não questiona a ordem capitalista, mas a aperfeiçoa. As demais alternativas (contemporânea, regional, física) referem-se a recortes temporais, metodológicos ou temáticos que não correspondem à caracterização ideológica feita no texto.

1Tradicional (descritiva)
Até meados do séc. XX
2Pragmática (neopositivista)
Métodos quantitativos
Serve ao capital
Mascara contradições sociais
3Crítica (marxista)
Denuncia a dominação burguesa
Propõe transformação social
Correntes do pensamento geográfico
LEVELsoulevel.com.br
Correntes do pensamento geográfico: Tradicional (descritiva) (Até meados do séc. XX); Pragmática (neopositivista) (Métodos quantitativos, Serve ao capital, Mascara contradições sociais); Crítica (marxista) (Denuncia a dominação burguesa, Propõe transformação social)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A geografia crítica é a corrente que denuncia a dominação burguesa e o caráter de classe do saber geográfico, propondo uma ciência a serviço da transformação social. O texto, ao contrário, descreve uma geografia que serve ao capital, não que o critica. A pegadinha está em inverter os polos: o texto é uma crítica à geografia pragmática, não uma descrição da geografia crítica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Contemporânea" é um rótulo temporal (a geografia produzida hoje), não uma corrente com posicionamento ideológico definido. O texto não fala de época, mas de uma função política específica — a de legitimar a exploração —, o que remete a uma escola de pensamento, não a um período.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A geografia pragmática (ou neopositivista/teorética) é a corrente que, a partir dos anos 1950, buscou aplicar métodos quantitativos e modelos matemáticos ao espaço, servindo diretamente ao planejamento estatal e empresarial. O texto de Moraes a descreve como "instrumento da dominação burguesa" e "aparato do Estado capitalista", pois ela mascara as contradições sociais ao se apresentar como técnica neutra, legitimando a ação do capital sobre o território. É exatamente essa a crítica contida no enunciado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A geografia regional é uma abordagem metodológica que estuda as particularidades de cada região (a "região" como categoria de análise), sem um vínculo necessário com a defesa dos interesses capitalistas. O texto não trata de método regional, mas de uma função ideológica — o que aponta para a corrente pragmática.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A geografia física estuda os elementos naturais da superfície terrestre (relevo, clima, vegetação, hidrografia), sem relação direta com a dominação burguesa ou a exploração do trabalho. O texto aborda uma geografia humana e política, comprometida com o capital — não com os fenômenos naturais.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte os polos da crítica: o texto de Moraes é uma crítica à geografia pragmática, mas o candidato apressado pode ler "dominação burguesa" e pensar em "geografia crítica". Lembre-se: a crítica é a corrente que denuncia o capital; a pragmática é a que serve a ele. Com essa chave, você não erra mais.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de história do pensamento geográfico, monte uma tabela mental com as três grandes correntes: tradicional (descritiva, até meados do séc. XX), pragmática (quantitativa, a serviço do capital) e crítica (marxista, transformadora). O texto do enunciado quase sempre traz pistas ideológicas — "dominação", "lucro", "exploração" apontam para a pragmática; "transformação", "justiça social", "contradições" apontam para a crítica.

Gabarito: letra C.

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