Pular para o conteúdo principal

Questão de Geografia — Globalização — VUNESP 2025

GeografiaGlobalização
Código
vu107038
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - Geografia - QM 2018
Para Santos (2021), o atual processo de globalização gerou uma situação de pobreza estrutural globalizada:A pobreza atual resulta da convergência de causas que se dão em diversos níveis, existindo como vasos comunicantes e como algo racional, um resultado necessário do presente processo, um fenômeno inevitável, considerado até mesmo um fato natural. Alcançamos, assim, uma espécie de naturalização da pobreza, que seria politicamente produzida pelos atores globais com a colaboração consciente dos governos nacionais e, contrariamente às situações precedentes, com a conivência de intelectuais contratados — ou apenas contatados — para legitimar essa naturalização.(SANTOS, Mílton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2021)Nessa condição, os pobres
  1. Aconquistam a cidadania social, mas permanecem excluídos.
  2. Bcontinuam explorados, porém, não são excluídos.
  3. Cparticipam da economia, mas não como consumidores.
  4. Dnão são incluídos e nem marginalizados, são excluídos.
  5. Esão incluídos pelo consumo, mas não como cidadãos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — não são incluídos e nem marginalizados, são excluídos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Globalização e pobreza estrutural (Milton Santos)

Gabarito: letra D. A pobreza na globalização atual é, para Santos, um fenômeno naturalizado e produzido politicamente, resultando em exclusão total — os pobres não são incluídos nem marginalizados, são excluídos. As demais alternativas distorcem esse conceito.

A questão exige a compreensão do texto de Santos: a pobreza não é mais um acidente ou fruto de exclusão temporária, mas uma condição sistêmica e inevitável. O autor usa o termo "excluídos" para designar aqueles que estão fora do sistema, em oposição a "marginalizados" (que ainda têm algum vínculo periférico).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os pobres "conquistam a cidadania social, mas permanecem excluídos". Contradiz o texto, que nega qualquer conquista de cidadania — a pobreza é naturalizada, não há conquista.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que "continuam explorados, porém, não são excluídos". O texto afirma explicitamente que são excluídos; a exploração é um mecanismo do sistema, mas a exclusão é a condição.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Participam da economia, mas não como consumidores." Santos não aborda essa nuance; a exclusão é total, não há participação econômica significativa.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Não são incluídos e nem marginalizados, são excluídos." Reproduz exatamente a tese do autor: a pobreza atual gera exclusão, não inclusão marginal. O termo "marginalizados" é usado para contrastar com a condição anterior, em que ainda havia alguma inserção.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"São incluídos pelo consumo, mas não como cidadãos." Essa é uma visão comum (inclusão pelo consumo), mas não corresponde à ideia de exclusão total defendida por Santos no trecho.

NÃO CAIA NESSA!

A banca pode tentar confundir com o conceito de "marginalização" (ainda dentro do sistema) versus "exclusão" (fora). O texto deixa claro que os pobres não são nem incluídos nem marginalizados — são excluídos. Alternativa E, que fala em "incluídos pelo consumo", é outro distrator frequente, mas não se aplica aqui.

Gabarito: letra D (exclusão total).

Link permanente: /questoes/vu107038