Professor de Educação Básica II - Geografia - QM 2019
As cidades resilientes às mudanças climáticas necessitam de investir em ações que reduzem sua vulnerabilidade e fortalecem sua capacidade de adaptação.(KLUG, Letícia; MARENGO, Jose A.; LUEDEMANN, Gustavo. Mudanças climáticas e os desafios brasileiros para a implementação da Nova Agenda Urbana, IPEA, 2016. Adaptado)Tendo em vista os desafios urbanos associados às mudanças climáticas, entende-se que
Aa urbanização, por si só, reduz a vulnerabilidade das cidades, pois promove maior capacidade de resposta a eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e desastres hidrometeorológicos.
Bcidades que adotam uma abordagem sistêmica de planejamento urbano, integrando estratégias de adaptação aos impactos climáticos futuros, tendem a ser mais resilientes a eventos extremos.
Ca gestão democrática e o planejamento participativo são elementos complementares, mas não essenciais para a resiliência climática urbana, sendo mais importante o investimento em infraestrutura viária.
Das políticas de desenvolvimento urbano devem focar exclusivamente em problemas presentes, uma vez que a antecipação de problemas futuros gera incertezas que dificultam a tomada de decisão.
Eestratégias de adaptação em megacidades, como São Paulo, ignoram os efeitos da urbanização sobre os eventos hidrometeorológicos, já que estes são determinados unicamente pelas mudanças climáticas globais.
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GabaritoB — cidades que adotam uma abordagem sistêmica de planejamento urbano, integrando estratégias de adaptação aos impactos climáticos futuros, tendem a ser mais resilientes a eventos extremos.
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Cidades resilientes e mudanças climáticas
Gabarito: letra B. Cidades que adotam uma abordagem sistêmica de planejamento urbano, integrando estratégias de adaptação aos impactos climáticos futuros, tendem a ser mais resilientes a eventos extremos. Esse conceito está alinhado à literatura de resiliência urbana, que enfatiza a necessidade de planejamento integrado e antecipatório para reduzir vulnerabilidades.
A questão exige compreender que a resiliência climática urbana não depende de ações isoladas, mas de uma abordagem holística que considere a complexidade dos sistemas urbanos. A banca testa a capacidade de distinguir entre proposições coerentes com o conceito e aquelas que o contradizem, seja por simplificações, omissões ou inversões.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que "a urbanização, por si só, reduz a vulnerabilidade das cidades". Isso é uma generalização indevida: a urbanização mal planejada pode aumentar a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos (impermeabilização do solo, ocupação de áreas de risco, falta de infraestrutura). O texto do enunciado destaca a necessidade de investimentos em ações que reduzem vulnerabilidade e fortalecem adaptação – não basta a urbanização em si.
NÃO CAIA NESSA!
A banca utiliza o senso comum de que "cidade é sinônimo de desenvolvimento" para induzir o aluno a aceitar que a urbanização automaticamente protege. Na realidade, a forma como a urbanização ocorre é determinante: se desordenada, agrava riscos.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa reflete exatamente o conceito de resiliência urbana: "cidades que adotam uma abordagem sistêmica de planejamento urbano, integrando estratégias de adaptação aos impactos climáticos futuros, tendem a ser mais resilientes". A palavra-chave é sistêmica – o planejamento deve considerar múltiplas variáveis e interações, não ações isoladas. Essa visão é corroborada pela literatura acadêmica e por documentos como a Nova Agenda Urbana (ONU-Habitat).
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a alternativa correta, procure aquela que menciona integração, planejamento antecipatório e abordagem sistêmica. Esses são os pilares da resiliência climática urbana.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que a gestão democrática e o planejamento participativo são "elementos complementares, mas não essenciais" e que o mais importante é o investimento em infraestrutura viária. Isso é um erro conceitual: a gestão democrática é essencial para a resiliência, pois envolve a comunidade na identificação de vulnerabilidades e na construção de soluções adaptadas à realidade local. A infraestrutura viária, isoladamente, não garante resiliência – pode até aumentar a impermeabilização e agravar enchentes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que as políticas de desenvolvimento urbano devem focar "exclusivamente em problemas presentes", pois antecipar problemas futuros gera incertezas. Isso contradiz o conceito de adaptação climática, que exige planejamento de longo prazo e consideração de cenários futuros. Ignorar o futuro é justamente o oposto do que se espera de cidades resilientes.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que estratégias de adaptação em megacidades, como São Paulo, "ignoram os efeitos da urbanização sobre os eventos hidrometeorológicos, já que estes são determinados unicamente pelas mudanças climáticas globais". Isso é falso: os eventos hidrometeorológicos são influenciados tanto por fatores globais (mudanças climáticas) quanto por fatores locais (urbanização – ilhas de calor, impermeabilização, canalização de rios). Estratégias de adaptação em megacidades frequentemente consideram esses fatores locais (ex.: parques lineares, drenagem sustentável).
Conclusão: A única alternativa que representa adequadamente o conceito de resiliência climática urbana é a letra B, que associa planejamento sistêmico e adaptação futura.