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Questão de História — Fundamentos da História : Tempo, Memória e Cultura — VUNESP 2025

HistóriaFundamentos da História : Tempo, Memória e Cultura
Código
vu107187
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História
Leia o texto a seguir:O problema, em termos do processo de ensino- -aprendizagem, é que o abandono da diacronia, da ideia de processo, pode transformar o conhecimento histórico numa sabedoria de almanaque mal digerida, em que acontecimentos, instituições e movimentos ocorrem do nada para o nada. Será que é isso o que mais nos interessa com relação à disciplina História? Misturar Galileu e Einstein ou Espártaco e Zumbi como se fossem contemporâneos prontos a dialogar pode desistoricizar suas práticas e formas de pensamento se não estivermos muito atentos.(Jaime Pinsky; Carla Bassanezi Pinsky, “Por uma história prazerosa e consequente”. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)O texto faz uma crítica ao ensino de História que se propõe a trabalhar com
  1. Aa cronologia.
  2. Ba linearidade.
  3. Cos temas transversais.
  4. Da historicidade.
  5. Eas simultaneidades.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — os temas transversais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crítica ao ensino de História: temas transversais

Gabarito: letra C. O texto critica o abandono da diacronia (a ideia de processo histórico) e alerta para o risco de desistoricizar práticas e pensamentos quando se misturam personagens de épocas distintas como se fossem contemporâneos. Essa abordagem é típica dos temas transversais, que organizam o conteúdo por eixos temáticos sem necessariamente respeitar a sequência cronológica ou a contextualização temporal.

A banca testa a capacidade de identificar a crítica feita pelos autores a um modelo de ensino que prioriza a transversalidade em detrimento da temporalidade histórica. Entender que o problema apontado é exatamente o oposto do que propõe a historicidade e a cronologia bem trabalhadas é a chave da questão.

1Abandono da diacronia
Perda do processo histórico
Desistoricização
2Abordagem criticada
Temas transversais
Mistura de épocas sem mediação
3Valores defendidos
Cronologia
Historicidade
Contextualização temporal
Crítica ao ensino de História
LEVELsoulevel.com.br
Crítica ao ensino de História: Abandono da diacronia (Perda do processo histórico, Desistoricização); Abordagem criticada (Temas transversais, Mistura de épocas sem mediação); Valores defendidos (Cronologia, Historicidade, Contextualização temporal)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A cronologia é uma ferramenta essencial para a História; o texto não a critica, mas sim o abandono dela. O autor defende que o processo diacrônico não seja esquecido, o que reforça a importância da cronologia, e não o contrário.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A linearidade é próxima da cronologia, mas o texto critica a perda da noção de processo, não o uso da linearidade em si. De todo modo, a alternativa não capta o cerne da crítica, que é a mistura de tempos sem mediação histórica.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exatamente: os temas transversais podem levar a um tratamento descontextualizado, em que figuras como Espártaco e Zumbi são aproximados sem considerar as diferenças históricas. O texto adverte que, sem a devida atenção, isso desistoriciza as práticas e formas de pensamento. É o que a alternativa aponta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A historicidade é o caráter histórico de algo; o texto defende justamente a preservação da historicidade, ao criticar sua perda. Portanto, a crítica não é dirigida ao trabalho com a historicidade, mas ao seu abandono.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Embora a mistura de figuras crie uma falsa simultaneidade, o conceito de simultaneidades não é o alvo direto da crítica. O texto critica a abordagem que abandona a diacronia e trata eventos como se fossem contemporâneos, o que é característico dos temas transversais, não da simultaneidade em si (que pode ser estudada de forma contextualizada).


PEGA ESSA DICA!

Para questões como esta, foque na relação entre o termo usado no texto ("abandono da diacronia") e a alternativa que representa a abordagem que ignora a sequência temporal. Lembre-se: transversalidade muitas vezes sacrifica a cronologia.

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