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Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu107189
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História
Leia o texto a seguir:A escravidão perpetua na história brasileira, assinalando seu caráter não anacrônico às relações sociais brasileiras.(Tiago Muniz Cavalcanti; Rafael Garcia Rodrigues, Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, Dom Helder, v. 20, 2023. Adaptado)De acordo com os autores, o trabalho escravo contemporâneo
  1. Alimita-se aos rincões do espaço rural brasileiro, como nas carvoarias e olarias do interior, distante dos setores mais dinâmicos da acumulação capitalista atual.
  2. Bresulta de uma modernização incompleta e inacabada, fazendo conviver na mesma economia a forma assalariada capitalista e a forma escravista pré-capitalista.
  3. Cnão é um fenômeno que ocorre à margem da modernidade capitalista, ao contrário, permanece plenamente integrado e ajustado à lógica do sistema produtivo.
  4. Ddeixou para trás as marcas de violência e coerção da escravização negra colonial, tendo se transformado em instrumento de apadrinhamento e compadrio.
  5. Eestá relacionado às casas de famílias do interior que ainda hoje fazem uso da mão de obra negra feminina para a execução do trabalho doméstico mais pesado.
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GabaritoC — não é um fenômeno que ocorre à margem da modernidade capitalista, ao contrário, permanece plenamente integrado e ajustado à lógica do sistema produtivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Trabalho escravo contemporâneo e modernidade capitalista

Gabarito: letra C. O texto de Cavalcanti e Rodrigues afirma que a escravidão "perpetua na história brasileira, assinalando seu caráter não anacrônico", ou seja, não é uma sobrevivência do passado, mas algo plenamente integrado às relações sociais atuais. A alternativa C capta exatamente essa ideia ao dizer que o trabalho escravo contemporâneo "não é um fenômeno que ocorre à margem da modernidade capitalista, ao contrário, permanece plenamente integrado e ajustado à lógica do sistema produtivo".

A banca testa a capacidade de interpretar a tese central dos autores e identificar as afirmações que a contradizem. A chave é perceber que o texto rejeita a visão de que a escravidão seria um resquício pré-capitalista ou um fenômeno marginal.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o trabalho escravo se "limita aos rincões do espaço rural brasileiro", distante dos setores dinâmicos da economia. O texto, porém, defende exatamente o oposto: a escravidão não é anacrônica e está integrada à lógica capitalista, não restrita a áreas atrasadas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere que o trabalho escravo resulta de uma "modernização incompleta", convivendo formas assalariada e escravista como se fossem antagônicas. O texto nega esse caráter residual, afirmando que a escravidão é parte da modernidade, não um vestígio pré-capitalista.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reproduz fielmente a tese dos autores: o trabalho escravo contemporâneo não está à margem, mas integrado ao sistema produtivo capitalista. A expressão "não anacrônico" do texto corresponde a "plenamente integrado e ajustado" da alternativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Alega que o trabalho escravo "deixou para trás as marcas de violência e coerção" e se transformou em instrumento de apadrinhamento. O texto não sugere qualquer atenuação da violência; ao contrário, fala em "trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem", indicando permanência das características coercitivas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Restringe o fenômeno a "casas de famílias do interior" e à mão de obra negra feminina doméstica. O texto não faz essa redução; trata a escravidão como um fenômeno amplo e estrutural, não circunscrito a um tipo específico de trabalho.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato associar trabalho escravo a ideias de atraso, exclusão ou pré-capitalismo. As alternativas A, B, D e E exploram esse senso comum, mas o texto explicitamente rejeita essa visão. A chave é entender que o autor afirma a plena integração da escravidão à modernidade capitalista.

Gabarito: letra C.

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