Questão de História — Guerra Fria e seus desdobramentos — VUNESP 2025
História›Guerra Fria e seus desdobramentos
Código
vu107209
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História
Leia o texto a seguir:Não está claro em que momento os velhos impérios compreenderam que a Era dos Impérios acabara definitivamente. Sem dúvida, em retrospecto, a tentativa da Grã-Bretanha e da França de reafirmar-se como potências imperiais globais na aventura de Suez em 1956 parece mais condenada ao insucesso do que parecia aos governos de Londres e Paris.(Eric J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)Em 1956, França e Grã-Bretanha
Aplanejaram, junto com Israel, uma operação militar para derrubar o governo nacionalista e revolucionário de Nasser, no Egito.
Bse voltaram contra o Egito, apoiado pela União Soviética, na tentativa de impedir a posse de um governo de esquerda anti-imperialista.
Catacaram o Egito com o objetivo de manter a partilha da África entre as potências imperialistas, buscando frear as lutas de libertação nacional.
Dentraram em guerra com o Egito em função do apoio do país à causa palestina, o que causava desconforto nas potências europeias.
Elutaram contra a independência do Egito, recém-conquistada em relação à Grã-Bretanha, e sua política de nacionalização das multinacionais.
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GabaritoA — planejaram, junto com Israel, uma operação militar para derrubar o governo nacionalista e revolucionário de Nasser, no Egito.
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Crise de Suez (1956) e o declínio do imperialismo europeu
Gabarito: Letra A. Em 1956, França e Grã-Bretanha, em conluio com Israel, planejaram e executaram uma operação militar para derrubar o governo nacionalista de Gamal Abdel Nasser, no Egito, após a nacionalização do Canal de Suez. A tentativa fracassou devido à pressão dos Estados Unidos e da União Soviética, marcando o fim da era dos impérios coloniais na região. Essa crise é um marco da Guerra Fria, evidenciando a perda de protagonismo das potências europeias frente às superpotências.
O texto de Hobsbawm sugere que, em retrospecto, a aventura de Suez estava condenada ao fracasso, mas na época os governos de Londres e Paris ainda acreditavam poder reafirmar seu poder imperial. A nacionalização do Canal por Nasser, em julho de 1956, foi o estopim. A operação militar (Operação Mosqueteiro) envolveu França, Grã-Bretanha e Israel, com o objetivo claro de derrubar Nasser e retomar o controle do Canal.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão a aliança entre França, Grã-Bretanha e Israel e o objetivo de derrubar o governo nacionalista de Nasser, considerado uma ameaça aos interesses ocidentais no Oriente Médio.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O Egito de Nasser não era formalmente apoiado pela União Soviética em 1956; a URSS apenas condenou a invasão e ameaçou intervir, mas não era aliada. Nasser era um nacionalista pan-árabe, não um líder comunista, e o conflito não se deu para impedir a posse de um governo de esquerda.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O objetivo militar não era manter a partilha da África. O Egito já era independente (desde 1922, com domínio britânico residual). A crise foi centrada no Canal de Suez e no nacionalismo egípcio, não nas lutas de libertação nacional na África como um todo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora Nasser apoiasse a causa palestina, o motivo imediato da guerra foi a nacionalização do Canal de Suez. A questão palestina não foi o gatilho do conflito em 1956, embora fizesse parte do contexto regional.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Egito já era independente formalmente (desde 1922, com a monarquia; a república foi proclamada em 1953). A nacionalização foi do Canal de Suez, não de "multinacionais" em geral. A intervenção não foi contra a independência, mas contra o regime nacionalista de Nasser.
PEGA ESSA DICA!
A Crise de Suez é um dos episódios mais emblemáticos da Guerra Fria, pois mostra como as antigas potências coloniais europeias perderam espaço para os EUA e a URSS. Memorize os protagonistas (França, GB, Israel × Egito) e o desfecho (fracasso e retirada sob pressão internacional).