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Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu107235
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - Promoção do QM 2022
No Brasil, a euforia tomou conta do ambiente, e de tal modo, que a abdicação (1831) foi entendida como um marco inaugural e fundador. Muitos a consideraram uma revolução exemplar, pois fora pacífica e não levara a derramamento de sangue. Outros a chamaram “regeneração brasileira”, tal seu caráter popular. Toda uma memória foi criada em torno do evento, como se ele representasse um tempo novo: a verdadeira independência.(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia. Adaptado)Em comparação com a independência (1822), a abdicação teve
  1. Auma participação popular tão significativa quanto o 7 de setembro, conhecido pela aclamação, nas ruas, de D. Pedro I como imperador.
  2. Bum caráter revolucionário, pois esteve em consonância com os valores antiescravistas associados à proibição do tráfico negreiro.
  3. Cum sentido conservador, pois resultou do acordo entre D. Pedro I e a elite escravista contra a proibição do tráfico negreiro imposta pelos britânicos.
  4. Dum significado histórico democrático, pois resultou na ampliação dos direitos políticos, não mais vinculados à renda ou à propriedade.
  5. Emaior participação popular, consagrando o espaço público como uma arena política permeada por práticas informais de cidadania.
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GabaritoE — maior participação popular, consagrando o espaço público como uma arena política permeada por práticas informais de cidadania.

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Abdicação de D. Pedro I: participação popular

Gabarito: letra E. Conforme o texto de Schwarcz e Starling, a abdicação (1831) foi interpretada como uma "verdadeira independência" por seu caráter popular e pacífico, com intensa mobilização nas ruas, ao contrário da independência (1822), que foi um ato político restrito às elites. A alternativa E capta exatamente essa diferença: maior participação popular e abertura do espaço público como arena política.

Abdicação (1831) vs Independência (1822)
  • 1Abdicação
    • Participação popular intensa
    • Espaço público como arena política
    • Práticas informais de cidadania
    • Pacífica, sem derramamento de sangue
  • 2Independência
    • Participação popular restrita
    • Decisão de D. Pedro I + elites
    • Ato político de cúpula
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A independência de 7 de setembro de 1822 não contou com participação popular significativa; foi uma decisão de D. Pedro I apoiada pelas elites. A abdicação, por sua vez, teve forte mobilização popular, como as manifestações que culminaram na saída do imperador.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A abdicação não teve natureza antiescravista. O movimento foi motivado por conflitos políticos (centralismo versus federalismo, autoritarismo de D. Pedro I) e não por questões abolicionistas, que ganharam força apenas décadas depois.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A abdicação não resultou de um acordo entre D. Pedro I e a elite escravista. Pelo contrário, o imperador foi forçado a renunciar diante da pressão popular e da insatisfação das elites, sem qualquer pacto formal para manter o tráfico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A abdicação não ampliou direitos políticos. A Constituição de 1824 manteve o voto censitário (baseado em renda), e a participação política continuou restrita. A expansão democrática só ocorreria com a República e, mais tarde, com a redemocratização.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O texto destaca o caráter popular da abdicação, chamada de "regeneração brasileira". A saída de D. Pedro I abriu espaço para que as ruas se tornassem um palco de lutas políticas, com manifestações, jornais e associações populares — o que o texto chama de "práticas informais de cidadania".

Gabarito: letra E.

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