Pular para o conteúdo principal

Questão de História — Descolonização Afro-asiática : novos Estados, nova arena internacional — VUNESP 2025

HistóriaDescolonização Afro-asiática : novos Estados, nova arena internacional
Código
vu107241
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - Promoção do QM 2022
De 1961 até 1975, quando dos processos de independência das colônias africanas, acentuaram-se as questões relativas ao regime de trabalho. Em uma tentativa de neutralizar tanto o ascenso das guerras de guerrilhas como as críticas internacionais, em 1961, o Estatuto Indígena foi abolido embora, na prática, tenha continuado a vigorar sob o nome de “voluntariado”. Embora a oposição democrática se mostrasse favorável à autodeterminação das colônias, o governo autoritário da metrópole rejeitou a ideia de independência.(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)O texto faz referência ao colonialismo
  1. Abelga.
  2. Bespanhol.
  3. Cbritânico.
  4. Dportuguês.
  5. Efrancês.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — português.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Descolonização africana e o colonialismo português

Gabarito: letra D. O texto descreve a persistência do trabalho forçado sob o nome de "voluntariado" após a abolição do Estatuto Indígena em 1961, e a recusa do governo metropolitano à independência das colônias — características marcantes do colonialismo português em África. Sob o regime de Salazar, Portugal resistiu ao movimento descolonizador, iniciando a Guerra Colonial em 1961, que só terminaria com a Revolução dos Cravos em 1974.

O período de 1961 a 1975 refere-se às guerras de independência nas colônias portuguesas (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe). O Estatuto Indígena, que regulamentava o trabalho forçado, foi abolido formalmente em 1961, mas na prática continuou sob a designação de "voluntariado", como aponta o texto.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O colonialismo belga concentrou-se no Congo, que se tornou independente em 1960, antes do período indicado. O texto não se aplica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O colonialismo espanhol na África foi limitado a territórios como o Saara Ocidental e a Guiné Equatorial, cuja independência ocorreu mais tarde, sem o mesmo sistema de trabalho forçado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O colonialismo britânico promoveu independências negociadas nos anos 1960 (Gana, 1957; Nigéria, 1960; Quênia, 1963). Embora houvesse conflitos, o "voluntariado" e a manutenção do trabalho forçado são traços específicos do sistema português.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Portugal, sob o Estado Novo de Salazar, recusou-se a descolonizar, deflagrando guerras em Angola (1961), Guiné-Bissau (1963) e Moçambique (1964). O trabalho forçado, abolido formalmente em 1961, continuou disfarçado de "voluntariado". O texto retrata exatamente essa realidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O colonialismo francês concedeu independência à maioria de suas colônias africanas em 1960 (a chamada "Comunidade Francesa"), exceto Argélia (1962). O trabalho forçado já havia sido abolido na França na década de 1940, não correspondendo ao descrito.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o colonialismo português, lembre-se da expressão "voluntariado" como eufemismo para trabalho forçado e da recusa em negociar a independência até o fim da ditadura. Esses elementos são exclusivos de Portugal entre as potências coloniais europeias.

Gabarito: letra D.

Link permanente: /questoes/vu107241