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Questão de História — História da América Latina — VUNESP 2025

HistóriaHistória da América Latina
Código
vu107244
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - Promoção do QM 2022
O reino do Congo, cuja duração se estendeu até o último quartel do século XVII (mais precisamente em 1665, quando foi destruído por tropas lusas, africanas e brasileiras), teve um mani (senhor), o Manicongo, que se declarou “convertido” ao cristianismo, em 1512, como forma de se opor às linhagens rivais “animistas”. Como consequência, a Mesa de Consciência de Lisboa reconheceu o bispado do Congo, sob justificativa de que o reino do Congo era cristão havia muito.(Leila Leite Hernandez. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)Depois do mencionado reconhecimento, as relações entre os chefes africanos e os portugueses
  1. Aficaram caracterizadas pela escravização tanto dos cristãos quanto dos não cristãos.
  2. Btornaram-se uma relação pacífica, condicionada à cristianização da população.
  3. Cassumiram uma marca de aliança voltada à escravização de outros povos africanos.
  4. Dpassaram a ser uma relação de trocas, atendendo aos interesses africanos.
  5. Econtinuaram marcadas pelos saques, pelo comércio e, por vezes, por alianças.
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GabaritoE — continuaram marcadas pelos saques, pelo comércio e, por vezes, por alianças.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Relações entre o Reino do Congo e Portugal após o reconhecimento do bispado

Gabarito: letra E. O reconhecimento do bispado em 1512 não significou o fim dos conflitos nem a instauração de uma aliança estável. As relações entre os chefes africanos e os portugueses permaneceram ambíguas: ora marcadas por saques e guerras, ora por comércio (inclusive de escravos) e alianças passageiras. A alternativa E capta essa ambiguidade, enquanto as demais simplificam a realidade histórica.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a escravização atingia igualmente cristãos e não cristãos. Embora a escravidão fosse generalizada, a distinção religiosa importava: a própria Igreja condenava a escravização de cristãos, o que levava a justificativas seletivas. A alternativa exagera ao tratar todos como iguais.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere uma relação pacífica condicionada à cristianização. No entanto, a cristianização não eliminou os interesses econômicos portugueses; a violência e o comércio de escravos continuaram independentemente do batismo de parte da população.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Indica uma aliança voltada exclusivamente para escravizar outros povos africanos. Embora houvesse alianças nesse sentido, também ocorreram conflitos diretos entre portugueses e o Congo, como a batalha de 1665 que destruiu o reino. A relação não se resumia a uma aliança unívoca.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a relação passou a atender aos interesses africanos. Na prática, os portugueses impunham seus termos, e o comércio beneficiava mais a metrópole. Os chefes africanos negociavam, mas não controlavam o processo.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reconhece que as relações continuaram marcadas por saques, comércio e alianças esporádicas. O texto de apoio menciona a destruição do Congo por tropas luso-africanas em 1665, o que comprova a persistência de conflitos armados. A convivência entre comércio, alianças e violência é a característica central do período.

Conclusão: A letra E é a única que descreve com exatidão a complexidade das relações luso-congolesas após o reconhecimento do bispado.

Gabarito: letra E

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