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Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu107246
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - Promoção do QM 2022
A dinâmica do comércio atlântico negreiro torna a reprodução mercantil dos escravos mais rápida e mais efetiva do que a reprodução demográfica, eventualmente gerada nas famílias cativas dos engenhos e das fazendas luso- -brasileiras. Com a reconquista de Angola pela expedição luso-brasileira de Salvador de Sá (1648), a economia brasileira se apropria – por dois séculos inteiros – da maior reserva africana de mão de obra. No rastro militar da invasão militar, no farnel dos milicianos brasílicos desembarcam mercadorias para o escambo.(Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. Adaptado)Entre as mercadorias para escambo mencionadas no texto, é correto identificar:
  1. Acarne seca e feijão.
  2. Bcachaça e tabaco.
  3. Caçúcar e café.
  4. Dborracha e milho.
  5. Equiabo e búzios.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — cachaça e tabaco.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Comércio atlântico e escambo na África

Gabarito: letra B. Historicamente, a cachaça (aguardente de cana) e o tabaco (fumo) foram as principais mercadorias utilizadas pelos traficantes luso-brasileiros no escambo por escravizados na costa africana, especialmente após a reconquista de Angola em 1648, que consolidou o controle luso sobre as fontes de mão de obra. O texto de Alencastro refere-se justamente a esses itens como "mercadorias para o escambo".

Alternativa A — ❌ Incorreta

Carne seca e feijão eram alimentos consumidos nas embarcações e nas colônias, mas não constituíam os principais itens de troca no tráfico negreiro. O escambo africano privilegiava produtos de alto valor agregado e fácil transporte, como aguardente e fumo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Cachaça e tabaco eram os gêneros mais aceitos pelos chefes africanos e intermediários no comércio de escravos. A produção desses itens estava integrada à economia colonial brasileira, e eles serviam como moeda de troca na costa da África, sendo transportados nos navios negreiros.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Açúcar e café eram produtos coloniais de exportação para a Europa, mas não eram usados como escambo no tráfico. O açúcar era produzido no Brasil e exportado; o café ganhou relevância apenas no século XIX, já no final do tráfico atlântico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Borracha e milho. A borracha tornou-se importante apenas no ciclo da borracha (século XIX) e na Amazônia; milho era cultivado localmente na África e não era item de troca significativo no tráfico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Quiabo e búzios. Quiabo é um alimento incorporado à culinária afro-brasileira, mas não era mercadoria de escambo. Búzios (conchas) eram usados como moeda em algumas regiões africanas, mas não foram os principais produtos do tráfico luso-brasileiro; o texto se refere a "mercadorias para o escambo" trazidas pelos milicianos brasílicos, que eram tipicamente cachaça e tabaco.

PEGA ESSA DICA!

Memorize que cachaça e tabaco eram as "moedas" do tráfico negreiro luso-brasileiro, junto com panos e miçangas. Esses produtos são frequentemente cobrados em questões sobre o período colonial e o comércio atlântico.

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