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Questão de História — História Geral — VUNESP 2025

HistóriaHistória Geral
Código
vu107258
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - Promoção do QM 2022
Tomando o ponto de vista da classificação cronológica, entendeu-se o “moderno” como algo que iniciava com a queda de Constantinopla (maio de 1453) até a Revolução Francesa (1789).Sabemos das imensas limitações desses marcos.(Leandro Karnal, A História Moderna e a sala de aula. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)Dentre as limitações apontadas pelo autor, encontra-se o fato de que
  1. Aa queda de Constantinopla provocou apenas mudanças localizadas, que não alteraram, de fato, o contexto geopolítico da Europa e do Oriente Médio.
  2. Bas Grandes Navegações portuguesas e espanholas provocaram impactos mais contundentes e não foram considerados como marcos disruptivos.
  3. Cprocessos tidos como típicos da Idade Moderna, como o Renascimento, já estavam em pleno curso quando da queda de Constantinopla.
  4. Do recorte, embora seja válido para o conjunto dos países europeus, não retrata o contexto histórico dos demais continentes ou países do mundo.
  5. Eo poder burguês associado à Revolução Francesa foi materializado em outros países, somente no século seguinte, a exemplo da Inglaterra e Holanda.
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GabaritoC — processos tidos como típicos da Idade Moderna, como o Renascimento, já estavam em pleno curso quando da queda de Constantinopla.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Periodização da Idade Moderna: críticas aos marcos tradicionais

Gabarito: letra C. A principal limitação apontada pelo autor é que processos tidos como típicos da Idade Moderna, como o Renascimento, já estavam em pleno curso quando da queda de Constantinopla (1453), tornando esse marco inadequado como início do período. A periodização tradicional, embora útil, ignora que transformações fundamentais já ocorriam antes da data escolhida.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a queda de Constantinopla provocou apenas mudanças localizadas e não alterou o contexto geopolítico. Isso é historicamente incorreto: a queda teve impactos profundos, como o fim do Império Bizantino, a alteração das rotas comerciais e o fortalecimento do Império Otomano, afetando Europa e Oriente Médio.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que as Grandes Navegações provocaram impactos mais contundentes e não foram consideradas marcos disruptivos. Embora as navegações sejam relevantes, a crítica do autor não se concentra nesse ponto; além disso, as Grandes Navegações são posteriores à queda de Constantinopla (fim do século XV), enquanto o Renascimento já estava em andamento.

Alternativa C — ✅ Correta (gabarito)

Exatamente a limitação mencionada: o Renascimento, movimento cultural e artístico que caracteriza a Idade Moderna, teve início no século XIV, bem antes de 1453. Portanto, usar a queda de Constantinopla como marco inicial ignora que o "moderno" já se manifestava.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora seja uma crítica válida à periodização eurocêntrica, o texto de Karnal não a destaca neste trecho. A limitação apontada é cronológica e conceitual, não geográfica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o poder burguês associado à Revolução Francesa só se materializou em outros países no século seguinte, citando Inglaterra e Holanda. Isso é falso: a Inglaterra teve sua Revolução Burguesa no século XVII (Revolução Gloriosa) e a Holanda no século XVI (Guerra dos Oitenta Anos), ambos anteriores à Revolução Francesa.

Conclusão: A alternativa C é a única que reflete corretamente a limitação cronológica apontada pelo autor.

Gabarito: letra C.

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