Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025
História›História do Brasil
Código
vu107276
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2018
Vários modernismos surgiram, ao mesmo tempo, revelando um movimento plural que respondia à entrada de uma nova linguagem e visão do Brasil. E, se o agito foi variado, coube à experiência paulista de 1922 catalisar a percepção desse momento em que confluíram ideias, contestações e anseios dispersos pelo país. O marco simbólico do modernismo no Brasil aconteceu de 11 a 18 de fevereiro de 1922, quando São Paulo sediou, no vistoso e neoclássico Theatro Municipal, uma Semana de Arte Moderna promovida por intelectuais e artistas.(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)De acordo com as autoras, o movimento abordado no excerto colocou em pauta
Aa importância das manifestações artísticas no reforço da ideia de uma nação construída harmonicamente.
Ba construção de ideias artísticas genuinamente brasileiras, a partir da desconsideração do que era pensado no exterior.
Ca necessidade de a arte contribuir com o desenvolvimento civilizatório no Brasil, com uma arte voltada ao belo.
Da defesa da arte pela arte, na qual os artistas não deveriam se prender às questões nacionais, mas a uma arte abstrata.
Ea crítica à importação de movimentos artísticos e teorias estrangeiras, propondo a reintrodução de modelos nacionais.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — a crítica à importação de movimentos artísticos e teorias estrangeiras, propondo a reintrodução de modelos nacionais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Semana de Arte Moderna de 1922
Gabarito: letra E. Segundo as autoras, o movimento modernista – simbolizado pela Semana de 22 – colocou em pauta a crítica à importação acrítica de modelos artísticos estrangeiros, propondo a valorização de referências nacionais. O excerto destaca que a experiência paulista catalisou ideias e anseios dispersos, sem mencionar harmonia, desprezo total ao exterior, arte voltada ao belo ou arte pela arte abstrata.
O trecho de Schwarcz e Starling apresenta o modernismo como um movimento plural, cujo marco foi a Semana de Arte Moderna realizada no Theatro Municipal de São Paulo em 1922. As autoras não detalham as propostas estéticas, mas o contexto histórico mostra que os modernistas brasileiros buscavam romper com o academicismo e com a imitação de estilos europeus, defendendo uma arte que expressasse a realidade e a cultura brasileiras.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o movimento reforçou a ideia de nação construída harmonicamente. O modernismo brasileiro foi marcado por rupturas, polêmicas e críticas, não por uma visão harmoniosa. O exceto não sustenta essa leitura.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Propõe que os artistas desconsideraram totalmente o que era pensado no exterior. Na verdade, os modernistas dialogavam criticamente com as vanguardas europeias (futurismo, expressionismo, etc.), incorporando-as de forma criativa e adaptada à realidade nacional. A alternativa exagera ao falar em "desconsideração".
Alternativa C — ❌ Incorreta
Associa o modernismo a uma arte voltada ao belo e ao desenvolvimento civilizatório. O movimento não tinha esse caráter; ao contrário, muitas obras modernistas eram provocativas, desconstruíam padrões estéticos e denunciavam problemas sociais. A ideia de "belo" acadêmico era justamente alvo de crítica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Defende a "arte pela arte" e o desligamento das questões nacionais. O modernismo brasileiro, especialmente o paulista, estava profundamente engajado com a realidade do país, buscando retratar o Brasil de forma autêntica. A Semana de 22 não pregava o abstracionismo descompromissado.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa capta o cerne do movimento: a crítica à importação de movimentos e teorias estrangeiras, propondo a reintrodução de modelos nacionais. Essa era uma das bandeiras dos modernistas, que rejeitavam a cópia servil do exterior e buscavam construir uma arte genuinamente brasileira, sem, contudo, isolar-se completamente das influências externas.
NÃO CAIA NESSA!
A letra B é o distrator mais comum: muitos candidatos confundem "crítica à importação" com "desconsideração total do exterior". O modernismo brasileiro não negava o diálogo com o mundo – ele o fazia de forma crítica e seletiva. Fique atento ao tom absoluto de "desconsideração".