Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025
História›História do Brasil
Código
vu107293
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2018
A crença na passividade do africano escravizado no Brasil, na indolência, preguiça e de seu conformismo diante da escravidão, trata-se de um equívoco histórico.Alguns fatores contribuíram e ainda contribuem para que tal equívoco persista entre nós.(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)Na obra citada, um desses fatores se refere
Aà ausência de documentos históricos que comprovem as ações de resistência, por parte dos escravizados, em relação à exploração do trabalho.
Bao reduzido número de quilombos reconhecidos historicamente, que se concentram, nos séculos XVI e XVII, em meio à produção açucareira.
Cao desconhecimento de grande parte da sociedade brasileira sobre os processos de luta e organização dos escravizados durante o regime escravista.
Dà resistência dos currículos escolares de História em adotar a escravidão como uma temática efetivamente histórica.
Eà existência de uma escravidão marcada pelas relações de docilidade, sempre menos violentas do que no resto da América.
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GabaritoC — ao desconhecimento de grande parte da sociedade brasileira sobre os processos de luta e organização dos escravizados durante o regime escravista.
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O equívoco histórico da passividade dos escravizados
Gabarito: letra C. O fator apontado pelos autores é o desconhecimento generalizado acerca das formas de resistência e organização dos escravizados, que alimenta a falsa crença em sua passividade e conformismo. A obra de Munanga e Gomes busca desconstruir esse mito e destaca a importância da difusão do conhecimento histórico para superá-lo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que não há documentos históricos comprovando resistência. Isso é falso: existem diversos registros de revoltas, fugas, quilombos, assassinatos de senhores, etc. O problema não é a ausência de fontes, mas o acesso e a divulgação delas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Menciona um reduzido número de quilombos reconhecidos, concentrados nos séculos XVI-XVII. Na verdade, quilombos existiram em todo o período escravista, com destaque para Palmares (séc. XVII) e muitos outros em diversas regiões. A afirmação subestima a extensão do fenômeno.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Corresponde exatamente ao que o texto sugere: a sociedade brasileira desconhece as lutas e organizações dos escravizados, o que contribui para perpetuar o mito da passividade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A resistência dos currículos escolares é um problema real, mas o texto da obra citada não a menciona como fator. Além disso, a temática da escravidão é abordada, ainda que de forma insuficiente; a questão central é a falta de conhecimento sobre a resistência, não a ausência do tema no currículo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Reproduz o próprio equívoco que a obra desmente: a ideia de uma escravidão "doce" e menos violenta. Esse é o mito que se quer combater, não um fator que contribui para sua persistência.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa E parece "explicar" o equívoco, mas na verdade repete o estereótipo que os autores criticam. Cuidado: a banca tenta fazer o candidato confundir a causa (desconhecimento) com o próprio mito.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre historiografia da escravidão, lembre-se de que a resistência escrava é um tema consolidado na academia. O mito da passividade foi desconstruído por autores como João José Reis, Flávio dos Santos Gomes e os próprios Munanga e Gomes.