Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025
História›História do Brasil
Código
vu107296
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2018
Do arcaico ao moderno, do rural ao urbano, do Brasil colônia ao Brasil república, do humano ao sub-humano, da cidadania à escravidão: esses aparentes antagonismos, encobertos pelo véu da modernidade, guardam semelhanças profundas: o mesmo de ontem, hoje, porém metamorfoseado. O trabalho escravo foi, portanto, ressignificado, mas não deixou de ser ele mesmo. Sua essência permanece íntegra mesmo após sua abolição formal e o advento das etapas mais recentes do capitalismo.(CAVALCANTI, T. M.; RODRIGUES, R. G. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, v. 20, 2023)Segundo o artigo citado, a essência do trabalho escravo se revela
Ana inexistência de meios que permitam que a riqueza produzida seja plenamente distribuída ao trabalhador.
Bna superexploração da pessoa trabalhadora, furtando-lhe a própria condição de ser humano.
Cnas atividades produtivas nas quais existam processos em que o trabalhador não possa ser criativo.
Dna exigência de que o trabalhador exerça atividades produtivas que coloquem em risco o meio ambiente.
Ena negligência do poder de escolha dos trabalhadores em relação aos formatos produtivos.
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GabaritoB — na superexploração da pessoa trabalhadora, furtando-lhe a própria condição de ser humano.
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Trabalho escravo contemporâneo – essência segundo o artigo
Gabarito: letra B. O artigo afirma que a essência do trabalho escravo permanece íntegra mesmo após a abolição formal, e aponta a transição "do humano ao sub-humano" como característica central. Assim, a essência se revela na superexploração que retira do trabalhador a própria condição humana, exatamente como descrito na alternativa B.
O texto citado destaca que os antagonismos aparentes (arcaico/moderno, rural/urbano, colônia/república, humano/sub-humano, cidadania/escravidão) guardam semelhanças profundas: o trabalho escravo foi ressignificado, mas não deixou de ser ele mesmo. A chave está na expressão "do humano ao sub-humano", que indica a desumanização do trabalhador.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa menciona a inexistência de meios para distribuir a riqueza ao trabalhador. O artigo não aborda a distribuição de riqueza como essência, mas sim a degradação da condição humana.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa capta diretamente a ideia central do artigo: a superexploração que furta a condição de ser humano. O texto fala em "do humano ao sub-humano", confirmando que a essência do trabalho escravo é a negação da humanidade do trabalhador.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A criatividade no trabalho não é mencionada no artigo. O foco está na exploração e na perda da humanidade, não na possibilidade de ser criativo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O artigo não faz referência a riscos ambientais. A essência do trabalho escravo é tratada em termos de desumanização, não de danos ecológicos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A negligência do poder de escolha não é o ponto central. O texto enfatiza a transformação do humano em sub-humano, não meramente a ausência de escolha.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de interpretação de texto, identifique os termos‑chave que resumem a tese do autor. No trecho, "sub‑humano" é a palavra‑chave que direciona para a alternativa que fala em furto da condição humana.