Questão de História — História Geral — VUNESP 2025
História›História Geral
Código
vu107299
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2018
Os livros didáticos foram afetados pela profissionalização do estudo da Antiguidade no país. Cada vez mais, os livros tratam não só dos temas e das explicações historiográficas tradicionais, mas procuram diversificar os objetos e as abordagens, assim como inserir o estudo da Antiguidade na realidade brasileira.(Pedro Paulo Funari, A renovação da História Antiga. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)Um exemplo desse olhar diversificado sobre a Antiguidade, segundo o artigo citado, é
Ao Império Romano, reconhecido como produtor de estruturas políticas e administrativas frágeis e efêmeras.
Bo Egito, não olhado apenas para os faraós, mas para convivência de egípcios com povos e culturas variadas, como os núbios, gregos e romanos.
Co Norte da África, região revalorizada pela sua resistência que levou à vitória de Esparta contra Tebas.
Da Grécia e as suas cidades-Estados, pela generalização da experiência democrática, muito mais radical do que no tempo contemporâneo.
Ea Mesopotâmia, reconhecida como um importante centro de produção de teorias filosóficas e monoteístas.
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GabaritoB — o Egito, não olhado apenas para os faraós, mas para convivência de egípcios com povos e culturas variadas, como os núbios, gregos e romanos.
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A renovação da História Antiga
Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que exemplifica o olhar diversificado sobre a Antiguidade defendido no artigo de Pedro Paulo Funari: o Egito não mais restrito aos faraós, mas estudado a partir da convivência com povos como núbios, gregos e romanos – uma abordagem plural e conectada com a realidade brasileira.
A questão testa a capacidade de identificar, entre as opções, aquela que reflete a superação de uma história antiga centrada em grandes figuras e civilizações isoladas, em favor de uma visão que valoriza trocas culturais e diversidade.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o Império Romano produziu estruturas frágeis e efêmeras, o que contradiz o consenso historiográfico sobre a durabilidade e influência das instituições romanas. Não se trata de um exemplo de renovação, mas de uma afirmação incorreta.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme o texto de Funari, a renovação da História Antiga inclui olhar para o Egito além dos faraós, destacando a interação com núbios, gregos e romanos. Isso diversifica objetos e abordagens, inserindo a Antiguidade na realidade brasileira (que também é marcada por contatos culturais).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Menciona o Norte da África e a vitória de Esparta contra Tebas. Há erro histórico: Esparta e Tebas são cidades gregas, não norte-africanas. A banca mistura referências para confundir.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Generaliza a experiência democrática grega como "muito mais radical" que a contemporânea. A democracia ateniense era restrita a cidadãos, excluindo mulheres, escravos e estrangeiros; não cabe tal comparação. Não exemplifica o olhar diversificado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribui à Mesopotâmia a produção de teorias filosóficas e monoteístas. Embora houvesse mitologias e códigos de leis, o monoteísmo como doutrina filosófica é posterior e geralmente associado a outras culturas. Afirmação anacrônica.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de historiografia renovada, desconfie de alternativas que trazem visões estereotipadas ou anacrônicas. A banca costuma colocar afirmações factuais incorretas como distratores; a correta é aquela que se alinha com a abordagem mais recente e crítica – neste caso, a valorização da diversidade cultural.