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Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu107321
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2019
Por certo, a emancipação não foi obra exclusiva de nosso quixotesco d. Pedro. O evento é expressão visível de uma série de tensões e arranjos que se colavam à crise do sistema colonial e do absolutismo, tão característicos do fim do período moderno. Era todo o Antigo Regime que se desintegrava, e com ele as bases do colonialismo mercantilista.Por isso, nossa emancipação não deixou de ser particular e trivial.(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia)Considerando o contexto apresentado, para Schwarcz e Starling, a emancipação do Brasil foi
  1. Aresultado da ação dos chamados liberais radicais, que conquistaram a independência e a cobiçada autonomia político-administrativa para as províncias.
  2. Buma ação política bem planejada, na qual o Partido Brasileiro, comando pela elite do Norte-Nordeste, impôs que dom Pedro proclamasse a independência.
  3. Cuma trama política, envolvendo interesses antimonárquicos e antiliberais, que defendiam a progressiva extinção do trabalho de escravizados no país.
  4. Dum movimento liberal, porque rompeu com a dominação colonial, e, ao mesmo tempo conservador, ao manter a monarquia, o sistema escravocrata e o domínio senhorial.
  5. Ea forma mais segura encontrada pelos brasileiros de romper com os laços coloniais de forma pacífica e garantir a independência econômica da nova nação.
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GabaritoD — um movimento liberal, porque rompeu com a dominação colonial, e, ao mesmo tempo conservador, ao manter a monarquia, o sistema escravocrata e o domínio senhorial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Independência do Brasil: caráter dual (liberal e conservador)

Gabarito: letra D. Schwarcz e Starling caracterizam a emancipação brasileira como um movimento ao mesmo tempo liberal (por romper com a dominação colonial) e conservador (por manter a monarquia, o sistema escravocrata e o domínio senhorial). Essa interpretação é clássica na historiografia: a independência foi conduzida pela elite agrária, sem ruptura social ou econômica, preservando as estruturas do Antigo Regime adaptadas ao novo quadro político.

O texto do enunciado reforça essa visão ao afirmar que a emancipação "não deixou de ser particular e trivial" e que reflete tensões da crise do sistema colonial e do absolutismo — ou seja, não uma revolução, mas um rearranjo conservador das elites.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a independência foi resultado da ação dos "liberais radicais". Historicamente, os setores radicais (como os envolvidos na Confederação do Equador de 1824) foram reprimidos. O processo foi liderado por setores moderados e conservadores da elite, interessados em manter a ordem social e a escravidão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere que o "Partido Brasileiro", comandado pela elite do Norte-Nordeste, impôs a D. Pedro a proclamação. Embora existisse o Partido Brasileiro (grupo favorável à independência sob liderança de D. Pedro), seu centro era o Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo), e o processo envolveu negociações e pressões, não uma simples imposição regional.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Menciona interesses "antimonárquicos" e "antiliberais" que defenderiam a extinção progressiva da escravidão. A independência manteve a monarquia e a escravidão — esta só seria abolida em 1888. Setores antimonárquicos eram minoritários e não tiveram protagonismo em 1822.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exatamente como apontam as autoras: rompeu com o vínculo colonial (caráter liberal) mas preservou a monarquia, a escravidão e a estrutura senhorial (caráter conservador). É a síntese que o texto do enunciado sustenta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que foi a forma "mais segura e pacífica" de romper laços coloniais e "garantir a independência econômica". Na verdade, houve conflitos armados (Guerra da Independência na Bahia, no Maranhão e no Pará) e a dependência econômica continuou, agora com a Inglaterra (Tratados de 1810, renovados em 1825).

Gabarito: letra D.

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