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Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu107323
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2019
O processo de abertura continuou a ser perturbado no governo Figueiredo. Bombas explodiram em jornais da oposição e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Uma carta-bomba, enviada ao presidente da OAB, estourou na sede da entidade, matando sua secretária. Figuras da Igreja ou ligadas à Igreja, como o bispo de Nova Iguaçu Dom Adriano Hypólito e o jurista Dalmo Dallari, foram vítimas de sequestros.Os atos criminosos culminaram com a tentativa de explodir bombas no centro de convenções do Riocentro, a 30 de abril de 1981.(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)É correto afirmar que as ações citadas eram
  1. Apatrocinadas pela chamada linha-dura das Forças Armadas, que discordava da volta da ordem democrática.
  2. Borganizadas por militantes da esquerda democrática que propunham a imediata revogação do AI-5.
  3. Cligadas aos grupos radicais do MDB, que consideravam que o processo de abertura estava muito lento.
  4. Dincentivadas por associações de não oficiais do exército, que defendiam a volta imediata dos civis ao poder.
  5. Einspiradas no ativismo de grupos remanescentes da luta armada que buscavam a queda imediata do regime autoritário.
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GabaritoA — patrocinadas pela chamada linha-dura das Forças Armadas, que discordava da volta da ordem democrática.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Atentados no processo de abertura (governo Figueiredo)

Gabarito: letra A. As ações descritas (bombas, carta-bomba, sequestros, Riocentro) foram patrocinadas pela linha-dura das Forças Armadas, que se opunha à abertura democrática. Esse é o consenso historiográfico, conforme analisado por Boris Fausto e outros historiadores, e corroborado por investigações posteriores (Comissão Nacional da Verdade).

O enunciado retrata o contexto de violência ilegal praticada por agentes do Estado que discordavam do projeto de distensão liderado pelo general Golbery do Couto e Silva. A linha-dura queria manter o regime autoritário e combatia qualquer sinal de democratização.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como explicado, os atentados foram realizados por militares radicais contrários à abertura. O caso do Riocentro, em particular, foi uma tentativa de atribuir a culpa à esquerda e justificar o endurecimento, mas a investigação apontou para militares do DOI-CODI.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Militantes de esquerda democrática não praticariam atos terroristas contra órgãos de imprensa oposicionista e contra a OAB. Eles lutavam pela redemocratização de forma pacífica ou por meio da luta armada já derrotada. Não faz sentido organizar atentados que prejudicariam a própria causa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O MDB era o partido de oposição legal, e não possuía grupos radicais que promovessem explosões e sequestros. A alternativa confunde o MDB com organizações clandestinas, o que é historicamente incorreto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não há registro de associações de não oficiais do exército que patrocinassem tais atentados. Ao contrário, os atos foram praticados por oficiais de alta patente e membros dos órgãos de repressão, alinhados à linha-dura.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Os grupos remanescentes da luta armada já estavam desarticulados e sob forte repressão. Não tinham capacidade de realizar atentados desse porte, e seus alvos eram o regime, não a OAB ou a Igreja. A alternativa inverte os autores.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre a ditadura militar, lembre-se de que a "linha-dura" era o setor mais radical, responsável por ações ilegais como atentados, enquanto o governo Figueiredo e os militares "moderados" tentavam controlar o processo de abertura. Atentados como o do Riocentro foram usados para tentar justificar o endurecimento, mas a investigação mostrou a autoria dos próprios agentes do Estado.

Gabarito: letra A.

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