Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025
História›História do Brasil
Código
vu107325
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2019
As duas instituições básicas que, por sua natureza, estavam destinadas a organizar a colonização do Brasil foram o Estado e a Igreja Católica. Embora se trate de instituições distintas, naqueles tempos, uma estava ligada à outra. Em princípio, houve uma divisão de trabalho entre as duas instituições. Ao Estado coube o papel fundamental de garantir a soberania portuguesa sobre a Colônia, dotá-la de uma administração, desenvolver uma política de povoamento, resolver problemas básicos, como o da mão de obra, estabelecer o tipo de relacionamento que deveria existir entre Metrópole e Colônia.(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)Nesse processo histórico, segundo Fausto, a Igreja
Arevelou-se uma instituição sempre fiel ao Estado português, ainda que tenha feito críticas recorrentes à escravização de africanos.
Btornou-se um instrumento muito eficaz para veicular a ideia geral de obediência e, em especial, a de obediência ao poder do Estado.
Cassumiu posicionamentos marcados por interesses particulares, contrapondo-se às políticas colonialistas, como no caso da tolerância religiosa.
Ddedicou-se à educação e à catequese dos colonos e dos nativos, assim como fez recorrentes críticas ao monopólio comercial metropolitano.
Elimitou-se a ser uma instituição de apoio ao processo de colonização, referendando todas as decisões metropolitanas.
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GabaritoB — tornou-se um instrumento muito eficaz para veicular a ideia geral de obediência e, em especial, a de obediência ao poder do Estado.
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Brasil Colônia: o papel da Igreja Católica na colonização
Gabarito: letra B. Segundo Boris Fausto, Estado e Igreja atuaram juntos na colonização, com divisão de trabalho: ao Estado coube a administração e a defesa da soberania; à Igreja, coube o papel ideológico de veicular a obediência, especialmente ao poder do Estado. A alternativa B capta essa função de "instrumento muito eficaz para veicular a ideia geral de obediência e, em especial, a de obediência ao poder do Estado". As demais alternativas ou apresentam críticas que não eram recorrentes (A e D), ou invertem o papel da Igreja (C), ou a reduzem a mero apoio passivo (E).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a Igreja "revelou-se uma instituição sempre fiel ao Estado português, ainda que tenha feito críticas recorrentes à escravização de africanos". A primeira parte é verdadeira – havia sim fidelidade –, mas a segunda é falsa: as críticas à escravidão por parte da Igreja foram esporádicas e não recorrentes; a instituição, em geral, legitimou a escravidão africana. O erro está na palavra "recorrentes".
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"tornou-se um instrumento muito eficaz para veicular a ideia geral de obediência e, em especial, a de obediência ao poder do Estado." Essa é a função clássica da Igreja na colônia: pregar a submissão às autoridades civis, reforçando a ordem estabelecida. O texto de Fausto aponta a divisão de trabalho, e a Igreja cumpriu exatamente esse papel de legitimação do poder estatal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"assumiu posicionamentos marcados por interesses particulares, contrapondo-se às políticas colonialistas, como no caso da tolerância religiosa." A Igreja Católica não se opôs ao colonialismo; pelo contrário, foi parte integrante dele. Tolerância religiosa não existia – o catolicismo era oficial e exclusivo. A alternativa inverte a realidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"dedicou-se à educação e à catequese dos colonos e dos nativos, assim como fez recorrentes críticas ao monopólio comercial metropolitano." A primeira parte é verdadeira (educação e catequese), mas a segunda é falsa: críticas ao monopólio comercial não eram recorrentes; a Igreja estava organicamente ligada ao Estado e ao sistema mercantilista.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"limitou-se a ser uma instituição de apoio ao processo de colonização, referendando todas as decisões metropolitanas." A palavra "limitou-se" e "todas as decisões" são exageros. A Igreja teve papel ativo e autônomo em certas áreas (catequese, educação, Inquisição), e houve conflitos pontuais com a Coroa (ex.: questão dos índios). Não se limitou a referendar.
PEGA ESSA DICA!
Questões sobre o período colonial frequentemente exploram a aliança entre Estado e Igreja (Padroado). Memorize que a Igreja atuava como legitimadora do poder real e pregava obediência. Cuidado com alternativas que atribuem à Igreja um papel crítico ou contestador – salvo raras exceções (como o Padre Vieira), a instituição como um todo apoiou o sistema colonial.