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Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu107352
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2020
Leia o texto a seguir.Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial. Sempre se pensou o Brasil fora do Brasil, mas de maneira incompleta: o país aparece no prolongamento da Europa. Ora, a ideia exposta neste livro é diferente e relativamente simples.(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)A tese do autor é de que a colonização portuguesa, fundada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social que englobava
  1. Aos fluxos comerciais sem intermediários entre diferentes regiões da Europa e as terras do império colonial português.
  2. Bterritórios da América do Sul, especialmente em função das relações comerciais e dos interesses compartilhados na bacia do Rio da Prata.
  3. Cuma zona de produção escravista situada no litoral da América do Sul e uma zona de reprodução de escravos centrada em Angola.
  4. Dum mercado interno denso e fortemente articulado, que ligava a produção local e o comércio de regiões diferentes da colônia.
  5. Eáreas de comércio que se inter-relacionavam, articulando pontos na África, na Índia, no Pacífico, na Europa e no continente americano.
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GabaritoC — uma zona de produção escravista situada no litoral da América do Sul e uma zona de reprodução de escravos centrada em Angola.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A tese do "Trato dos Viventes" e o espaço atlântico escravista

Gabarito: letra C. A tese central de Luiz Felipe de Alencastro em "O trato dos viventes" é que a colonização portuguesa, fundada no escravismo, constituiu um espaço econômico e social que integrava uma zona de produção escravista no litoral da América do Sul (Brasil) e uma zona de reprodução de escravos centrada em Angola, formando um sistema atlântico coeso. O próprio texto do enunciado já adianta que "o país aparece no prolongamento da Europa" e que a ideia do livro é "diferente e relativamente simples", referindo-se a essa integração transatlântica.

A banca testa a capacidade de identificar a tese principal do autor a partir de um fragmento. A chave está em perceber que Alencastro rompe com a visão tradicional que limita o Brasil colonial ao território e o insere em um sistema mais amplo, ligado à África.

  1. 1Zona de produção escravistaLitoral da América do Sul (Brasil)
  2. 2Zona de reprodução de escravosAngola
  3. 3Integração pelo Atlântico SulSistema coeso
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o espaço englobava fluxos comerciais sem intermediários entre Europa e o império colonial português. O autor não defende a ausência de intermediários; pelo contrário, o tráfico de escravos envolvia diversas etapas e agentes (mercadores, traficantes, etc.). Além disso, a tese não se restringe ao comércio direto Europa-colônia, mas à articulação entre América e África.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Limita o espaço à América do Sul, especialmente à bacia do Rio da Prata. Alencastro não foca na região platina; seu argumento é atlântico e prioriza a conexão com Angola, e não com a América Espanhola.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reproduz fielmente a tese do autor: "uma zona de produção escravista situada no litoral da América do Sul e uma zona de reprodução de escravos centrada em Angola". No livro, Alencastro demonstra que Angola funcionava como reservatório de mão de obra escrava para o Brasil, estruturando um espaço econômico integrado pelo Atlântico Sul. A colonização não se explicava apenas pelo território brasileiro, mas por esse sistema escravista transatlântico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Menciona um "mercado interno denso e fortemente articulado" na colônia. Embora houvesse algum comércio interno, o autor enfatiza o vínculo com a África, e não a articulação interna como eixo central de sua tese. Além disso, o mercado interno colonial era fragmentado e pouco expressivo diante do comércio atlântico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Amplia demais o escopo, incluindo África, Índia, Pacífico, Europa e América. A tese de Alencastro é mais específica: o espaço escravista se organizava entre o litoral americano (produção) e Angola (reprodução), não sendo uma rede global. A menção à Índia e ao Pacífico foge do argumento central do livro.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de interpretação de tese historiográfica, identifique o argumento central do autor — geralmente ele critica ou amplia uma visão tradicional. No caso, Alencastro critica a abordagem que vê o Brasil apenas como prolongamento da Europa e propõe a integração atlântica com a África. Anote essa chave: "produção escravista na América + reprodução escravista na África".

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