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Questão de História — Ocupação de novos territórios: Colonialismo — VUNESP 2025

HistóriaOcupação de novos territórios: Colonialismo
Código
vu107356
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2020
Analise o texto a seguir.A situação de precariedade e não poucas vezes de humilhação sofrida pelos negros, sobretudo nas Américas e na África, ajudavam a compor um panorama de manifestações diversificadas que incluíam escrituras de intelectuais negros, promoção de conferências e congressos, ao lado da fundação de associações de diferentes âmbitos de atuação, configurando o movimento pan-africano. Estamos diante de um movimento que na sua gênese esteve voltado para a reabilitação do ser negro, a partir da segunda metade do século XIX, na diáspora.(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)De acordo com a autora, é correto afirmar que não se observou aderência às ideias do movimento pan-africano na África
  1. Aportuguesa que, devido à identidade construída pelo império português, sentia-se mais vinculada aos outros territórios coloniais lusófonos do que aos vizinhos africanos.
  2. Bbritânica, que logo experimentou sua autonomia em função das concessões de soberania e independência feitas pela Inglaterra aos seus territórios coloniais.
  3. Cmediterrânea que, liderada pelo Egito, uniu-se em torno do pan-arabismo, centrado na religião e na língua árabes como elementos de resistência ao colonizador.
  4. Ddo Sul que, em função das políticas de segregação racial do apartheid, não mantinha nenhum tipo de identidade com o restante do continente africano.
  5. Efrancesa, que sofreu brutal repressão das autoridades coloniais, o que sufocou desde o princípio os movimentos de identidade e autoafirmação dos povos dominados.
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GabaritoC — mediterrânea que, liderada pelo Egito, uniu-se em torno do pan-arabismo, centrado na religião e na língua árabes como elementos de resistência ao colonizador.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pan-africanismo e ausência de aderência na África mediterrânea

Gabarito: letra C. De acordo com o texto de Hernandez, o pan-africanismo surgiu na segunda metade do século XIX voltado para a reabilitação do ser negro, especialmente na diáspora. Historicamente, esse movimento encontrou menor adesão na África mediterrânea (norte da África), onde predominou o pan-arabismo, centrado na identidade árabe e islâmica, em detrimento de uma unidade baseada na negritude. A alternativa C é a única que aponta corretamente essa região como a que não observou aderência significativa às ideias pan-africanas.

Pan-africanismo (séc. XIX, diáspora)
  • 1Reabilitação do ser negro
  • 2Menor adesão na África mediterrânea
    • Pan-arabismo dominante
      • Identidade árabe
      • Religião islâmica
      • Língua árabe
    • Egito liderou pan-arabismo
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Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

A África portuguesa (Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde) participou do movimento pan-africano, com intelectuais e ativistas que lutaram contra o colonialismo português. A identidade construída pelo império português não impediu a adesão ao pan-africanismo; ao contrário, houve forte vinculação com outros movimentos negros da diáspora.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A África britânica foi um dos berços do pan-africanismo, com líderes como Kwame Nkrumah (Gana) e Jomo Kenyatta (Quênia). A Inglaterra não concedeu independência de forma generalizada e precoce; a autonomia veio principalmente após a Segunda Guerra Mundial, em meio a lutas anticoloniais. O pan-africanismo floresceu nesses territórios.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A África mediterrânea (Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos) tem forte identidade árabe e islâmica. O pan-arabismo, centrado na língua e religião árabes, foi o movimento de resistência dominante, ofuscando o pan-africanismo, que se concentrava na experiência negra subsaariana e diaspórica. O Egito, embora africano, liderou o pan-arabismo, não o pan-africanismo. Por isso, a aderência às ideias pan-africanas foi limitada nessa região.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A África do Sul, mesmo sob o regime do apartheid, teve forte tradição pan-africana, com organizações como o Congresso Pan-Africano (PAC) e o Congresso Nacional Africano (ANC) que, apesar de internamente diversos, dialogavam com o pan-africanismo. A segregação racial não eliminou a identidade com o continente; ao contrário, reforçou a necessidade de unidade negra.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A África francesa (África Ocidental e Equatorial francesa) também foi palco do movimento negritude, expressão do pan-africanismo, com intelectuais como Aimé Césaire e Léopold Sédar Senghor. Embora houvesse repressão colonial, os movimentos de identidade e autoafirmação não foram sufocados desde o princípio; ao contrário, a negritude surgiu justamente como resposta à dominação francesa.

PEGA ESSA DICA!

Ao estudar movimentos de resistência africanos, lembre-se da clivagem entre África subsaariana (onde o pan-africanismo prevaleceu) e África mediterrânea (onde o pan-arabismo foi mais forte). Questões sobre "aderência" geralmente exploram essa diferença cultural e histórica. Monte uma tabela comparativa: pan-africanismo (foco na negritude, diáspora, África subsaariana) × pan-arabismo (foco na língua árabe, islamismo, norte da África).

Gabarito: letra C — a África mediterrânea não aderiu ao pan-africanismo, mas sim ao pan-arabismo.

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