Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025
História›História do Brasil
Código
vu107359
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2020
Leia o texto a seguir.Uma das medidas mais controvertidas da administração pombalina foi a expulsão dos jesuítas de Portugal e seus domínios, com confisco de bens (1759).(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)Essa medida pode ser compreendida no quadro dos objetivos de
Aevitar a subordinação dos jesuítas ao Estado português para evitar conflitos com o papa.
Bconsolidar a escravidão negra na colônia, acabando com a oposição religiosa ao tráfico negreiro.
Cvalorizar as práticas de ensino na colônia com o objetivo de formar uma elite colonial letrada.
Dreprimir a ação dos jesuítas de assimilação dos indígenas, no esforço de afastá-los dos espaços urbanos.
Ecentralizar a administração portuguesa ao barrar locais de atuação autônoma por ordens religiosas.
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GabaritoE — centralizar a administração portuguesa ao barrar locais de atuação autônoma por ordens religiosas.
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Expulsão dos Jesuítas por Pombal (1759)
Gabarito: letra E. A expulsão dos jesuítas (1759) foi uma medida típica do reformismo ilustrado do Marquês de Pombal, que visava fortalecer o poder do Estado português eliminando focos de autonomia, sobretudo ordens religiosas poderosas como a Companhia de Jesus. A alternativa correta expressa exatamente essa centralização administrativa.
O reinado de D. José I (1750-1777) foi marcado pelas reformas pombalinas, inspiradas no despotismo esclarecido. Pombal promoveu a laicização do Estado, submetendo a Igreja ao controle real. Os jesuítas, com sua vasta rede de colégios, missões e propriedades, representavam um "Estado dentro do Estado". Sua expulsão e o confisco de bens foram o ápice do conflito entre a Coroa e a ordem, que culminou com a supressão da Companhia de Jesus em todos os domínios portugueses.
Reformismo pombalino (D. José I)
1Despotismo esclarecido
Laicização do Estado
Submeter Igreja ao controle real
2Expulsão dos jesuítas (1759)
Motivo: "Estado dentro do Estado"
Rede de colégios, missões e propriedades
Autonomia em relação à Coroa
Consequências
Confisco de bens
Ruptura temporária com o papado
Criação das aulas régias (ensino laico)
3Objetivo central
Centralizar a administração portuguesa
Eliminar focos de autonomia religiosa
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a medida visava evitar a subordinação dos jesuítas ao Estado para não conflitar com o papa. Na verdade, o objetivo era justamente o oposto: subordinar a ordem ao poder real, o que gerou forte tensão diplomática com a Santa Sé. Pombal não temeu o conflito; ao contrário, rompeu relações com o papado temporariamente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Não há vínculo direto entre a expulsão dos jesuítas e a consolidação da escravidão negra. Os jesuítas possuíam escravos em suas propriedades, e a ordem não se opunha ao tráfico de forma sistemática. A escravidão era estrutural na colônia e não foi o foco da medida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora os jesuítas fossem os principais educadores da colônia, Pombal não valorizou suas práticas: ele os expulsou e, em seu lugar, criou as aulas régias (ensino laico e controlado pelo Estado). A reforma educacional pombalina não visava formar uma elite letrada por meio dos jesuítas, mas sim retirar o monopólio do ensino das mãos da Igreja.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A política indigenista de Pombal, materializada no Diretório dos Índios (1757), procurou integrar os indígenas à sociedade colonial como súditos livres, retirando-os da tutela dos missionários. A expulsão dos jesuítas foi um passo nessa direção, mas o objetivo não era "afastar os indígenas dos espaços urbanos" – ao contrário, buscava-se sua incorporação à vida civil. A alternativa inverte o sentido da medida.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A expulsão dos jesuítas é o exemplo mais célebre do centralismo pombalino. Os jesuítas constituíam uma rede de poder autônoma, com influência econômica, educacional e política. Ao expulsá-los e confiscar seus bens, Pombal eliminou um polo de resistência ao absolutismo real, unificou o controle administrativo e reforçou a autoridade da Coroa sobre a colônia e o reino. A alternativa capta com precisão o espírito das reformas: barrar atuação autônoma de ordens religiosas para centralizar a administração.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre o período pombalino, lembre-se do tripé reformista: (1) centralização política, (2) laicização do Estado e (3) modernização econômica. A expulsão dos jesuítas se encaixa nos dois primeiros.