Questão de História — História da América Latina — VUNESP 2025
História›História da América Latina
Código
vu107363
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2020
Leia o texto a seguir.Comentavam-se à solta as rebeliões escravas que assolavam a ilha, levando ao descontrole geral ou ao controle da situação pelos africanos, o que, na linguagem da época, implicava imensa falta: de regra, de governo, de racionalidade. Como não existiam notícias objetivas, sobrava temor. O que se sabia, vagamente, era que o rico domínio europeu — a Pérola das Antilhas, como era conhecido – experimentava momento convulsionado. Concorrente do Brasil no comércio de açúcar (e com larga vantagem, nesse momento), a colônia era também conhecida por sua desigualdade populacional. Em 1754, lá havia 465 mil africanos escravizados, contra apenas 5 mil brancos; uma desproporção muito mais severa que a brasileira, mas cuja sombra assustava as elites.(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)O texto trata das rebeliões escravas
Ano Haiti.
Bem Granada.
Cem Porto Rico.
Dna Jamaica.
Eem Cuba.
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GabaritoA — no Haiti.
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Identificação da colônia descrita
Gabarito: letra A. O texto faz referência à colônia francesa de São Domingos, atual Haiti, famosa por sua riqueza açucareira – a "Pérola das Antilhas" – e pela enorme desproporção entre escravizados e brancos (465 mil africanos escravizados contra apenas 5 mil brancos em 1754). Essa realidade demográfica, combinada à menção de rebeliões escravas que levaram à independência haitiana (1791-1804), identifica inequivocamente o Haiti.
A banca testa o conhecimento do candidato sobre a história da América Latina, especialmente o contexto das rebeliões escravas e a configuração econômica das colônias antilhanas. A expressão "Pérola das Antilhas" era utilizada para designar a colônia francesa de São Domingos, a mais próspera do Caribe no século XVIII, superando o Brasil na produção de açúcar. A desproporção numérica (93% escravizados) era a maior da região e gerava constante medo de insurreições, que de fato ocorreram e resultaram na primeira independência negra das Américas.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O Haiti, então colônia francesa de São Domingos, corresponde perfeitamente aos dados: era conhecido como "Pérola das Antilhas", tinha imensa vantagem sobre o Brasil no comércio de açúcar e apresentava a desproporção demográfica mais extrema (465 mil escravos vs. 5 mil brancos). As rebeliões escravas mencionadas são as que culminaram na Revolução Haitiana (1791-1804).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Granada, atual país caribenho, era colônia britânica e não possuía a mesma proeminência açucareira nem a desproporção demográfica citada. A expressão "Pérola das Antilhas" nunca foi aplicada a Granada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Porto Rico era colônia espanhola e não se destacava como concorrente do Brasil no açúcar no século XVIII. A população escrava era muito menor e a desproporção entre escravizados e brancos não atingia o nível descrito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A Jamaica, colônia britânica, era grande produtora de açúcar, mas não era conhecida como "Pérola das Antilhas". Além disso, sua desproporção demográfica em 1754 (cerca de 130 mil escravos e 10 mil brancos) não se aproxima dos 465 mil contra 5 mil indicados no texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Cuba, colônia espanhola, experimentaria um boom açucareiro apenas no século XIX, e no período de 1754 sua população escrava era cerca de 40 mil, muito distante do número mencionado. Nunca recebeu o epíteto de "Pérola das Antilhas".
PEGA ESSA DICA!
Ao encontrar descrições de colônias com números demográficos extremos e apelidos como "Pérola das Antilhas", lembre-se de que a revolta escrava de maior sucesso foi a do Haiti. Memorize o dado de 465 mil escravizados vs. 5 mil brancos (1754) – ele cai com frequência em questões sobre o tema.