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Questão de História — Período Colonial: produção de riqueza e escravismo — VUNESP 2025

HistóriaPeríodo Colonial: produção de riqueza e escravismo
Código
vu107364
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2020
Observe o texto a seguir.Em 1678, representantes portugueses e uma expressiva comitiva de rebeldes enviados por Ganga Zumba reuniram-se em Recife para celebrar o tratado de paz proposto pelas autoridades coloniais. O acordo previa devolver aos agentes da Coroa os escravos fugidos — vale dizer, todos os moradores que não tivessem nascido nos quilombos — e, do ponto de vista luso, tinha o objetivo estratégico de liquidar com os profundos laços de cumplicidade e reconhecimento entre os quilombolas e os cativos. Em troca, Portugal garantia alforria, terras sob a forma de sesmarias e foro de vassalos da Coroa para os naturais de Palmares.(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)Em relação à história do quilombo de Palmares, o acordo realizado em Recife representou
  1. Ao momento de maior força do quilombo, congregando um número cada vez maior de escravizados fugidos e negros libertos.
  2. Ba aproximação de lideranças com perfis diferentes, como Zumbi e Ganga Zumba, que se uniram na luta contra a repressão colonial.
  3. Co fim da unidade entre os líderes quilombolas, dando início à crise que levaria à destruição final do quilombo alguns anos depois.
  4. Do auge da luta abolicionista no período colonial, quando a ação quilombola esteve próxima de colocar fim à escravidão.
  5. Eo reconhecimento da força dos quilombolas pela Coroa portuguesa, que cogitou proibir, no século XVII, o tráfico negreiro.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — o fim da unidade entre os líderes quilombolas, dando início à crise que levaria à destruição final do quilombo alguns anos depois.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O tratado de Recife e a crise de Palmares

Gabarito: letra C. O acordo de paz proposto em 1678 pelas autoridades portuguesas a Ganga Zumba representou o fim da unidade entre os líderes quilombolas, abrindo uma crise interna que culminaria na destruição final do quilombo de Palmares anos depois. A aceitação do tratado por Ganga Zumba foi rejeitada por Zumbi, gerando cisão e enfraquecimento.

O texto-base (Schwarcz & Starling) descreve os termos do acordo e seu objetivo estratégico luso de isolar o quilombo dos demais cativos. O ponto central para a questão é que, embora o acordo pudesse parecer uma vitória aparente, na prática dividiu as lideranças: Ganga Zumba aceitou a alforria e terras, enquanto Zumbi liderou a oposição, considerando o tratado uma traição à luta dos quilombolas. Essa divisão interna foi o estopim para a crise que levou Palmares à derrota definitiva em 1695.

  1. 1Pressão militar portuguesa
  2. 2Tratado de Recife (1678)
  3. 3Ganga Zumba aceita o acordo
  4. 4Zumbi rejeita e lidera oposição
  5. 5Cisão entre as lideranças
  6. 6Enfraquecimento do quilombo
  7. 7Destruição final (1695)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o acordo representou o momento de maior força do quilombo. Na verdade, o acordo foi uma tentativa de pacificação que ocorreu num contexto de pressão militar portuguesa, e não de auge de poder. Além disso, a cisão subsequente demonstra enfraquecimento, não fortalecimento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sugere que Zumbi e Ganga Zumba se uniram na luta contra a repressão. Ocorre justamente o oposto: o acordo dividiu os dois líderes. Zumbi rejeitou o tratado e depôs Ganga Zumba, tornando-se o principal líder da resistência posterior.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Corresponde ao desdobramento histórico: o tratado de 1678 rompeu a unidade entre os quilombolas. Ganga Zumba aceitou os termos portugueses, mas Zumbi e outros grupos o consideraram uma rendição. Essa crise interna enfraqueceu Palmares e facilitou o ataque final que destruiu o quilombo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Anacronismo: o movimento abolicionista organizado surgiu no século XIX, não no XVII. Palmares lutava pela liberdade de seus membros, mas não era parte de uma campanha abolicionista estruturada, e o tratado não representou o auge de nada nesse sentido.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não há registro de que a Coroa portuguesa tenha cogitado proibir o tráfico negreiro no século XVII. O tratado foi uma medida pragmática para conter Palmares, não um reconhecimento de força que levasse a repensar a escravidão.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o acordo como sinal de força ou união. Muitos alunos podem associar um tratado de paz a um momento de reconhecimento ou conciliação, mas o texto deixa claro que o objetivo luso era dividir e enfraquecer. A chave está em perceber que a aceitação de Ganga Zumba gerou a ruptura com Zumbi.

Gabarito: letra C.

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