Pular para o conteúdo principal

Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025

HistóriaHistória do Brasil
Código
vu107366
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2020
Considere o texto a seguir.Para a tortura funcionar, é preciso que existam juízes que reconheçam como legais e verossímeis processos absurdos, confissões renegadas, laudos periciais mentirosos. Também é preciso encontrar, em hospitais, gente disposta a fraudar autópsias e autos de corpo de delito e a receber presos marcados pela violência física. É preciso, ainda, descobrir empresários prontos a fornecer dotações extraorçamentárias para que a máquina de repressão política funcione com maior eficácia.(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)Com o texto, as autoras contribuem para a caracterização da tortura como
  1. Ainiciativa da sociedade civil.
  2. Bação dos porões da ditadura.
  3. Cexceção no quadro da repressão.
  4. Dviolência sem apoio social.
  5. Epolítica coordenada de Estado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — política coordenada de Estado.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tortura como política de Estado na ditadura militar

Gabarito: letra E. O texto de Lilia Schwarz e Heloisa Starling descreve a participação de juízes, hospitais e empresários no funcionamento da tortura, evidenciando que ela não era uma ação isolada ou dos "porões", mas sim uma política coordenada de Estado, apoiada por diferentes setores da sociedade e do aparelho estatal.

O trecho revela que, para a tortura operar, era necessário o envolvimento de instituições oficiais (judiciário, hospitais) e de atores privados (empresários), o que a caracteriza como um sistema organizado, e não como exceção ou violência sem apoio.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A tortura não foi uma iniciativa exclusiva da sociedade civil; o texto aponta a participação de agentes do Estado (juízes, hospitais), o que a insere em uma engrenagem estatal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Embora a expressão "porões da ditadura" seja associada a ações ocultas, o texto destaca o envolvimento de instituições oficiais e do empresariado, o que amplia o caráter da tortura para além de ações clandestinas, configurando uma política de Estado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A tortura não foi uma exceção, mas um instrumento sistemático de repressão, conforme demonstra a necessidade de uma estrutura que envolvia juízes, hospitais e empresários.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto explicita o apoio de diversos setores (judiciário, saúde, empresariado), contrariando a ideia de violência sem respaldo social.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A descrição de juízes que validam processos absurdos, hospitais que fraudam laudos e empresários que fornecem recursos extraorçamentários demonstra que a tortura era uma ação articulada e coordenada pelo Estado, com participação de agentes públicos e privados, caracterizando-a como política de Estado.

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode ser tentado a escolher a alternativa B ("ação dos porões da ditadura"), mas o texto evidencia que a tortura contava com o envolvimento de instituições oficiais (judiciário, hospitais), o que a insere em uma política de Estado, e não em ações meramente clandestinas.

Gabarito: letra E.

Link permanente: /questoes/vu107366