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Questão de História — Brasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889 — VUNESP 2025

HistóriaBrasil Monárquico – Segundo Reinado 1831- 1889
Código
vu107399
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2023
Leia o texto a seguir:Um evento com tantos contendores, como a Guerra do Paraguai, sempre deixa margem para diversas opiniões. Mesmo no caso brasileiro, as interpretações variaram, e muito. Há quem diga que a origem da guerra estaria condicionada à ambição desmedida de López e a seu caráter autoritário. Mais personalista, tal versão insiste em acusar o presidente paraguaio, sua política fraudulenta e a aversão que d. Pedro II teria ao seu perfil de caudilho. Há também quem explique o conflito a partir da política imperialista inglesa. Ciosa em manter sua influência financeira no local, a Inglaterra teria se imiscuído na guerra, forjando oposições e selando amizades. A seguir tal interpretação, López seria um paladino anti-imperialista, isolacionista, defensor de um modelo mais autônomo e vítima dessa conspiração internacional.(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)A obra citada destaca a existência de uma terceira interpretação, que reconhece esse conflito como
  1. Aligado aos diferentes processos de formação nacional por que passavam os países envolvidos e aos interesses geopolíticos e econômicos da região platina, a exemplo do Brasil interessado em garantir a navegação dos rios Paraná e Paraguai.
  2. Bdeterminado pelo esgotamento dos intermináveis caminhos diplomáticos, porque a Argentina e o Paraguai não aceitavam que a liderança regional fosse disputada entre Brasil e Uruguai.
  3. Cassociado à insistência do Brasil em protelar a resolução do problema do escravismo, porque o trabalho compulsório não era mais utilizado nas nações envolvidas no conflito, que eram prejudicadas economicamente.
  4. Drelacionado aos interesses imperialistas estadunidenses em relação aos países da América do Sul, razão pela qual era necessário conter a independência econômica de algumas nações, casos do Brasil e do Paraguai.
  5. Eprovocado pelo projeto expansionista do Uruguai, que defendia a reunificação do antigo vice-reinado do Prata sob a sua hegemonia, gerando uma imediata reação bélica do governo paraguaio.
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GabaritoA — ligado aos diferentes processos de formação nacional por que passavam os países envolvidos e aos interesses geopolíticos e econômicos da região platina, a exemplo do Brasil interessado em garantir a navegação dos rios Paraná e Paraguai.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Guerra do Paraguai: interpretações históricas

Gabarito: letra A. A terceira interpretação, conforme o texto de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, entende o conflito a partir dos diferentes processos de formação nacional dos países envolvidos e dos interesses geopolíticos e econômicos na região platina, como a garantia da navegação nos rios Paraná e Paraguai pelo Brasil. Essa abordagem contrasta com as visões personalista (centrada em López) e imperialista inglesa, mencionadas anteriormente no texto.

O enunciado apresenta duas interpretações tradicionais – uma focada no caráter de Solano López e outra na influência inglesa – e aponta para uma terceira, de caráter estrutural. A alternativa correta capta exatamente essa perspectiva.

1Personalista (López)
Ambição desmedida
Caráter autoritário
Aversão de d. Pedro II
2Imperialista inglesa
Influência financeira
López como paladino anti-imperialista
3Estrutural (gabarito)
Formação nacional dos países
Interesses geopolíticos e econômicos
Navegação dos rios Paraná e Paraguai
Guerra do Paraguai (interpretações)
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Guerra do Paraguai (interpretações): Personalista (López) (Ambição desmedida, Caráter autoritário, Aversão de d. Pedro II); Imperialista inglesa (Influência financeira, López como paladino anti-imperialista); Estrutural (gabarito) (Formação nacional dos países, Interesses geopolíticos e econômicos, Navegação dos rios Paraná e Paraguai)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa relaciona a guerra aos "diferentes processos de formação nacional" e aos "interesses geopolíticos e econômicos da região platina", incluindo o interesse brasileiro em garantir a navegação dos rios Paraná e Paraguai. Essa é a terceira interpretação historiográfica, que analisa o conflito como resultado das disputas pela hegemonia regional e da consolidação dos Estados nacionais na Bacia do Prata, especialmente após a Guerra do Paraguai consolidar a posição do Brasil como potência regional.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o conflito decorreu do "esgotamento dos caminhos diplomáticos" porque Argentina e Paraguai não aceitavam a liderança regional disputada entre Brasil e Uruguai. O erro está em deslocar a disputa: a liderança regional era disputada por Brasil e Argentina, não pelo Uruguai, que estava fragilizado por guerras civis. Além disso, o texto não menciona essa motivação como uma interpretação acadêmica relevante.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Associa a guerra à "insistência do Brasil em protelar a resolução do problema do escravismo", argumentando que o trabalho compulsório já não era utilizado nas nações envolvidas. Historicamente, o Paraguai também utilizava mão de obra servil (índios e negros em regime de servidão), e o Brasil era o maior escravocrata das Américas. A questão do escravismo não é apontada como causa central da Guerra do Paraguai pela historiografia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Atribui o conflito aos "interesses imperialistas estadunidenses" e à necessidade de conter a independência econômica de Brasil e Paraguai. Embora os EUA tenham tido influência na América Latina no século XIX, não foram protagonistas no desencadeamento da Guerra do Paraguai. A interpretação imperialista citada no texto refere-se à Inglaterra, não aos Estados Unidos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o conflito foi "provocado pelo projeto expansionista do Uruguai", que queria reunificar o antigo Vice-Reinado do Prata. Não há evidência histórica de tal projeto uruguaio. Na verdade, o Paraguai atacou o Uruguai (apoiando o partido Blanco) e invadiu territórios brasileiros e argentinos; o Uruguai estava dividido internamente e não tinha capacidade expansionista.

Gabarito: letra A.

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