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Questão de História — Período Colonial: produção de riqueza e escravismo — VUNESP 2025

HistóriaPeríodo Colonial: produção de riqueza e escravismo
Código
vu107409
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2023
Leia o texto a seguir:A crença na passividade do africano escravizado no Brasil, na indolência, preguiça e de seu conformismo diante da escravidão trata-se de um equívoco histórico. Há fatores que contribuíram e ainda contribuem para que tal equivoco persista entre nós.(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje, 2016. Adaptado)Assinale a alternativa que apresenta, segundo a obra citada, um desses fatores.
  1. AA falta de divulgação de pesquisas e livros que recontam a história do negro brasileiro, destacando-o como um sujeito ativo.
  2. BA recorrente análise histórica que destaca a precária presença de documentos que tratem dos escravizados.
  3. CO frágil debate historiográfico sobre os significados da escravidão para a sociedade brasileira.
  4. DA ausência de políticas afirmativas em benefício das diversas minorias e dos grupos historicamente injustiçados.
  5. EA carência de informações e análises, nas obras didáticas contemporâneas, sobre o escravismo brasileiro.
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GabaritoA — A falta de divulgação de pesquisas e livros que recontam a história do negro brasileiro, destacando-o como um sujeito ativo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estereótipo da passividade do africano escravizado

Gabarito: letra A. O texto de Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes denuncia como equívoco histórico a crença na passividade do africano escravizado. Segundo a obra citada, um dos fatores que fazem esse equívoco persistir é a falta de divulgação de pesquisas e livros que recontam a história do negro brasileiro, destacando-o como sujeito ativo – exatamente o que afirma a alternativa A.

A questão testa a capacidade de identificar, a partir do fragmento, o argumento central dos autores: o erro histórico decorre da invisibilização da agência dos escravizados, e não de supostas lacunas documentais ou debates frágeis.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O fragmento afirma que a crença na passividade é um equívoco e que há fatores que contribuem para sua persistência. A alternativa A aponta a falta de divulgação de estudos que evidenciam o protagonismo negro, o que se alinha diretamente com a crítica dos autores: o silenciamento das vozes e ações dos escravizados alimenta o estereótipo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a análise histórica destaca a precária presença de documentos sobre os escravizados. No entanto, a obra em questão não atribui o equívoco à escassez documental; pelo contrário, a historiografia atual dispõe de vasta documentação que comprova a resistência e a agência. O erro está em deslocar a causa para a falta de fontes, quando o problema é a difusão do conhecimento já produzido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sugere um frágil debate historiográfico sobre os significados da escravidão. Embora haja debates, a obra de Munanga e Gomes insere-se justamente em um campo consolidado que combate o estereótipo da passividade. A alternativa generaliza e não corresponde ao fator específico mencionado no texto – que é a divulgação insuficiente das pesquisas, e não a fragilidade do debate.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Menciona a ausência de políticas afirmativas para minorias. Esse é um tema contemporâneo relevante, mas não é apontado no fragmento como causa da persistência do equívoco histórico. O texto foca na produção e divulgação do conhecimento histórico, não em políticas públicas atuais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Aponta a carência de informações em obras didáticas contemporâneas. Embora possa ser um problema real, o fragmento não dirige a crítica aos livros didáticos de hoje, mas sim à falta de divulgação de pesquisas acadêmicas que já recontam a história com protagonismo negro. A alternativa amplia indevidamente o alvo.

PEGA ESSA DICA!

Questões sobre historiografia da escravidão frequentemente cobram a ideia de que o escravizado foi agente de sua história, e não mero objeto passivo. Fique atento a alternativas que deslocam a causa para fatores externos (documentação, políticas) – o foco deve estar na produção e circulação do conhecimento histórico.

Gabarito: letra A.

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