Questão de História — História do Brasil — VUNESP 2025
História›História do Brasil
Código
vu107416
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - História - QM 2023
Leia o texto a seguir:Entre a última década do século XVII e a primeira do XVIII, os moradores do planalto de Piratininga começaram a desconfiar que estavam sendo enganados — a Coroa portuguesa havia prometido muito mais do que estava disposta a cumprir e não cogitava entregar a posse das regiões auríferas a seus descobridores. Entre 1707 e 1709, o conflito até então surdo explodiu: os paulistas enfurecidos meteram-se em guerra pelo controle das Minas, contra os emboabas.(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)Diante do conflito, a Coroa interveio e
Apendeu a favor dos emboabas, nomeando-os para os mais importantes postos administrativos nas vilas recém-criadas.
Boptou por uma saída negociada, dividindo o poder das vilas mais importantes das Minas Gerais entre paulistas e emboabas.
Ccriou a Intendência das Minas, instituição na qual o controle ficou dividido entre autoridades portuguesas e os paulistas.
Drespeitou o acordo que tinha com os paulistas, estabelecendo regiões onde a exploração de ouro era monopólio destes.
Eofereceu uma série de vantagens para que os paulistas fossem atrás de novas regiões com potencial para a exploração aurífera.
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GabaritoA — pendeu a favor dos emboabas, nomeando-os para os mais importantes postos administrativos nas vilas recém-criadas.
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Guerra dos Emboabas e a intervenção da Coroa Portuguesa
Gabarito: letra A. A Coroa portuguesa interveio no conflito entre paulistas e emboabas (1707-1709) pendendo a favor dos emboabas, nomeando-os para os principais postos administrativos nas vilas recém-criadas, como forma de enfraquecer o poder dos paulistas e assegurar o controle metropolitano sobre as minas.
A questão exige conhecimento histórico específico sobre a Guerra dos Emboabas, ocorrida no início do século XVIII, quando paulistas (descobridores das minas) e forasteiros (emboabas) disputaram o controle das regiões auríferas. A Coroa, temendo o fortalecimento dos paulistas, apoiou os emboabas, que eram vistos como mais leais à administração portuguesa.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com exatidão a postura da Coroa: ela favoreceu os emboabas, nomeando-os para cargos de poder nas vilas que surgiam, como forma de consolidar a autoridade real e diminuir a influência paulista.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A Coroa não optou por uma divisão negociada do poder. Pelo contrário, a intervenção foi clara: os emboabas receberam a preferência nos cargos administrativos, excluindo os paulistas. A ideia de uma "saída negociada" não corresponde à ação real da metrópole.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Intendência das Minas foi criada em 1702, antes do conflito, e era um órgão controlado exclusivamente por autoridades portuguesas, não havendo divisão com os paulistas. A alternativa confunde a cronologia e a natureza da instituição.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não existia um acordo formal que desse aos paulistas monopólio sobre regiões auríferas. A Coroa nunca pretendeu entregar a posse das minas aos seus descobridores, o que gerou a insatisfação que levou à guerra.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A oferta de vantagens para que os paulistas explorassem novas regiões (como ocorreu posteriormente com Goiás e Mato Grosso) não foi a intervenção imediata no conflito. Esta alternativa confunde o desdobramento posterior com a resposta da Coroa naquele momento.
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar levar o candidato a acreditar que a Coroa buscou uma solução conciliatória (alternativa B) ou que havia um acordo prévio com os paulistas (D), mas a documentação histórica mostra que a metrópole agiu deliberadamente a favor dos emboabas para manter o controle centralizado da exploração do ouro.