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Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
vu107852
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - Língua Portuguesa
Como ilustra o texto de Guimarães Rosa, o devir deve ser entendido como
  1. Aa segunda intenção subjacente ao comportamento.
  2. Bo caráter homogeneizador de todas as pessoas.
  3. Ca capacidade humana de transformação.
  4. Do medo da mudança inevitável e constante.
  5. Ea equivalência plena entre sujeito e objeto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — a capacidade humana de transformação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Devir na prosa de Guimarães Rosa

Gabarito: letra C. O texto de Alfredo Bosi, ao comentar a prosa de Guimarães Rosa, define o devir como a capacidade de constante mudança. Na passagem citada de Rosa, lê-se:

“Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.”

Essa é a essência do devir: a transformação contínua. A alternativa C parafraseia corretamente essa ideia.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto não menciona “segunda intenção” (intenção oculta) como característica do devir. A afirmação extrapola o conteúdo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O devir, conforme o texto, implica mudança, não homogeneização. Afirmar que ele “homogeneíza” contradiz a ideia de que as pessoas “não estão sempre iguais”.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“as pessoas vão sempre mudando”

A passagem sustenta diretamente que o devir é a capacidade humana de transformação. A paráfrase é fiel.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto não expressa medo da mudança; ao contrário, a mudança é apresentada como “o mais importante e bonito do mundo”. A alternativa introduz um sentimento ausente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Bosi afirma que sujeito e objeto “partilham de algo infinitamente mutável”, não que haja equivalência plena entre eles. A palavra “equivalência” restringe indevidamente o sentido, pois o texto fala em partilha de um processo, não em identidade.

Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo trecho é a que identifica o devir com a transformação contínua.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de interpretação, busque a paráfrase exata das ideias do texto. Palavras como “segunda intenção”, “homogeneizador”, “medo” ou “equivalência plena” são indícios de extrapolação ou contradição.

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