Análise da afirmação de Marcos Bagno sobre a dificuldade da língua portuguesa
Gabarito: letra D. Marcos Bagno, em sua obra Preconceito linguístico, classifica a ideia de que "o português é uma língua muito difícil" como preconceituosa, à semelhança do mito "brasileiro não sabe português". Essas afirmações são manifestações de preconceito linguístico, que decorrem do fato de a escola ensinar regras que não correspondem à língua realmente usada, gerando um sentimento de inadequação.
O comando pede que se identifique como Bagno pondera a afirmação. A resposta deve ser encontrada no pensamento do autor, que é conhecido por combater mitos linguísticos. A alternativa D é a única que nomeia corretamente o conceito central do livro.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Classifica como "coerente", mas Bagno não considera a ideia coerente; ele a refuta como fruto de preconceito. Além disso, a analogia com "só em Portugal se fala bem português" também é um mito, mas não seria coerente. A alternativa confunde a tese do autor.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Equivocada" poderia parecer plausível, mas Bagno não trata apenas como erro; ele enfatiza o caráter discriminatório e social do preconceito. A analogia com "domínio da norma-padrão é instrumento de ascensão social" é uma constatação, não um mito combatido por Bagno da mesma forma.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Discriminatória" se aproxima, mas o termo usado por Bagno é "preconceito linguístico", não "discriminatória". Além disso, a analogia "é preciso saber gramática para falar e escrever bem" é uma crença, mas Bagno a critica como mito, mas não é a mesma analogia central de "brasileiro não sabe português". A alternativa troca o termo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme a obra de Bagno, a afirmação "português é muito difícil" é um dos mitos do preconceito linguístico, assim como "brasileiro não sabe português". Ambos se baseiam na ideia de que a língua falada no Brasil é errada ou inferior, quando na verdade é uma variação legítima.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Contraditória" não é o conceito utilizado por Bagno. A analogia com "o certo é falar assim porque se escreve assim" é uma confusão entre fala e escrita, mas Bagno não classifica a dificuldade como contraditória; ele a vê como preconceito.
Conclusão: A única alternativa que capta a essência do pensamento de Bagno é a D, pois o preconceito linguístico é o tema central de sua obra.