Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Problemas da língua culta — VUNESP 2025

PortuguêsProblemas da língua culta
Código
vu107859
Banca
VUNESP
Órgão
SEDUC-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica II - Língua Portuguesa
Ao analisar a ideia de que o português é uma língua muito difícil, Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015) pondera que se trata de uma afirmação
  1. Acoerente, à semelhança de “só em Portugal se fala bem português”, que se disseminou na sociedade brasileira pelo fato de haver pouco empenho dos falantes em usar a língua na sua melhor expressão oral e escrita.
  2. Bequivocada, à semelhança de “o domínio da norma-padrão é um instrumento de ascensão social”, que se espalha no contexto escolar para estimular os alunos a se disciplinarem para o estudo sistemático.
  3. Cdiscriminatória, à semelhança de “é preciso saber gramática para falar e escrever bem”, que se aplica normalmente à língua falada, que é muito mais espontânea e interativa do que a língua escrita, permeada de coerções.
  4. Dpreconceituosa, à semelhança de “brasileiro não sabe português”, que se fortaleceu na sociedade pelo fato de se aprenderem na escola regras que não correspondem à língua realmente falada e escrita no Brasil.
  5. Econtraditória, à semelhança de “o certo é falar assim porque se escreve assim”, que se mantém na educação escolar porque as pessoas ora veem fala e escrita como equivalentes e ora as veem como formas opostas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — preconceituosa, à semelhança de “brasileiro não sabe português”, que se fortaleceu na sociedade pelo fato de se aprenderem na escola regras que não correspondem à língua realmente falada e escrita no Brasil.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da afirmação de Marcos Bagno sobre a dificuldade da língua portuguesa

Gabarito: letra D. Marcos Bagno, em sua obra Preconceito linguístico, classifica a ideia de que "o português é uma língua muito difícil" como preconceituosa, à semelhança do mito "brasileiro não sabe português". Essas afirmações são manifestações de preconceito linguístico, que decorrem do fato de a escola ensinar regras que não correspondem à língua realmente usada, gerando um sentimento de inadequação.

O comando pede que se identifique como Bagno pondera a afirmação. A resposta deve ser encontrada no pensamento do autor, que é conhecido por combater mitos linguísticos. A alternativa D é a única que nomeia corretamente o conceito central do livro.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Classifica como "coerente", mas Bagno não considera a ideia coerente; ele a refuta como fruto de preconceito. Além disso, a analogia com "só em Portugal se fala bem português" também é um mito, mas não seria coerente. A alternativa confunde a tese do autor.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Equivocada" poderia parecer plausível, mas Bagno não trata apenas como erro; ele enfatiza o caráter discriminatório e social do preconceito. A analogia com "domínio da norma-padrão é instrumento de ascensão social" é uma constatação, não um mito combatido por Bagno da mesma forma.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Discriminatória" se aproxima, mas o termo usado por Bagno é "preconceito linguístico", não "discriminatória". Além disso, a analogia "é preciso saber gramática para falar e escrever bem" é uma crença, mas Bagno a critica como mito, mas não é a mesma analogia central de "brasileiro não sabe português". A alternativa troca o termo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme a obra de Bagno, a afirmação "português é muito difícil" é um dos mitos do preconceito linguístico, assim como "brasileiro não sabe português". Ambos se baseiam na ideia de que a língua falada no Brasil é errada ou inferior, quando na verdade é uma variação legítima.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Contraditória" não é o conceito utilizado por Bagno. A analogia com "o certo é falar assim porque se escreve assim" é uma confusão entre fala e escrita, mas Bagno não classifica a dificuldade como contraditória; ele a vê como preconceito.

Conclusão: A única alternativa que capta a essência do pensamento de Bagno é a D, pois o preconceito linguístico é o tema central de sua obra.

Link permanente: /questoes/vu107859